Sexta-feira, 23 de Agosto de 2019
Manaus

Rodoviários voltam atrás e suspendem greve do transporte coletivo em Manaus

É o segundo indicativo de greve em 48 dias na capital. Ambos foram negociados na sede da Prefeitura de Manaus, situada na Compensa, Zona Oeste



1.jpg Convenção coletiva ocorre amanhã no TRT
19/02/2013 às 21:48

O Sindicato dos Rodoviários do Amazonas decidiu suspender a greve programada para esta quarta-feira (20/02). A decisão foi tomada após reunião ocorrida na noite desta terça-feira (19/02) com o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), e representantes das categorias dos trabalhadores e empresários, a qual encerrou às 21h20. É o segundo indicativo de greve em 48 dias na capital. Ambos foram negociados na sede da Prefeitura de Manaus, situada na Compensa, Zona Oeste.

De acordo com o secretário de comunicação do município, Márcio Noronha, tanto o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Josildo Oliveira, quanto o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Manaus (Sinetram), Algacir Gurgacz, assinaram um termo de compromisso. De um lado, trabalhadores se comprometeram a não deflagrar a greve, que teria duração de 72 horas, com catraca livre para a população. Da parte do patronal, a promessa de aceitar as definições fruto da convenção trabalhista da categoria, que ocorre na próxima quarta-feira (20/02), na sede do Tribunal Regional do Trabalho.

“Além disso, será aberto um diálogo mediado pelo prefeito entre empresários e rodoviários para evitar que haja conflitos e o indicativo de uma nova greve. O prefeito acredita que a negociação deve ocorrer antes das ameaças, porque a população não pode ser refém desse tipo de atitude”, destacou Noronha. Conforme o secretário, Arthur se envolveu nas negociações porque o transporte coletivo na cidade estava ameaçado e a paralisação prejudicaria a parcela da população que depende do serviço diariamente.

Paralisação

No último dia 18, o Sindicato dos Rodoviários informou que paralisaria 70% da frota dos coletivos urbanos à meia noite desta terça-feira (19), em protesto pela falta de recolhimento de FGTS e INSS, compensação de horas, férias pagas fora do prazo, fardamento, pagamento de insalubridade, descontos de assaltos, recusas de atestados médicos e odontológico, desconto de peças e avarias. 

O alerta da greve foi distribuído por meio de ofício enviado na última segunda-feira ao Sinetran, Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) e Prefeitura de Manaus.

Na data, o vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, Élcio Campos, garantiu que todas as medidas legais para deflagrar a greve haviam sido tomadas. Contudo, o assessor jurídico do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Manaus (Sinetram), Fernando Borges, contestou a informação e afirmou que se ocorresse, a greve seria ilegal, já que uma liminar expedida pela Justiça em janeiro proibia a paralisação do transporte coletivo na capital.

Borges declarou, ainda, que acreditava que o movimento era uma represália contra denúncias feitas pelo diretor financeiro do Sinetram, César Tadeu Teixeira, que no início deste mês acusou o Sindicato dos Rodoviários de extorquir empresários do transporte coletivo. À reportagem, César Teixeira disse que os sindicalistas cobram valores de R$ 40 mil a R$ 125 mil para não fazer greve no sistema de transporte coletivo.

A equipe de acritica.com tentou contato com Josildo Oliveira, após a reunião, pelo telefone 9170XX10, mas não obteve sucesso. Já o assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges, disse que não teve acesso ao conteúdo da reunião, mas com base nessas informações, acredita se tratar de uma decisão radical e, “evidentemente que, havendo uma decisão judicial, a gente deve cumprir. Acho que é uma saída honrosa que o prefeito deve ter proporcionado aos grevistas, porque eles estavam desmoralizados. A greve não teria nenhum fundamento (legal)”, assegurou.


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