Sábado, 20 de Julho de 2019
ZONA LESTE

Rompimento de adutora deixa rastro de prejuízo no bairro Gilberto Mestrinho

Segundo vazamento na adutora da Manaus Ambiental em cinco meses aumenta o risco de desabamento de casas



rastro_123.JPG Força da água arrancou árvores e invadiu casas por trás da rua Fortaleza, no Gilberto Mestrinho, na Zona Leste. Fotos: Jair Araújo
20/02/2018 às 21:16

Ao menos oito casas ficaram destruídas ou em risco iminente de desabar após o rompimento de uma adutora da Manaus Ambiental na rua Fortaleza, no bairro Gilberto Mestrinho, na Zona Leste. Em cinco meses, este é o segundo vazamento registrado na tubulação e os moradores temem que uma tragédia aconteça.

A preocupação dos moradores é porque a água que escorreu durante toda a manhã da última segunda-feira cavou o solo por baixo do asfalto e continua cedendo.  Uma das casas mais afetadas ficou totalmente destruída e outras duas tiveram as paredes e piso engolidos por um barranco. 

O morador Vagner Martins, 43, foi um dos mais afetados. A casa dele, construída de alvenaria há pouco mais de um mês, ficou totalmente destruída e coberta pela lama. “Por enquanto a empresa disse que vai arcar com um aluguel, mas eu não queria sair da minha casa porque moro aqui há mais de 30 anos”, contou ele. 

As demais famílias atingidas pelo vazamento também foram beneficiadas com o aluguel social, pelos próximos seis meses, mas eles temem ficar apenas na promessa. “Eles disseram que vão pagar (o aluguel), mas não disseram se vão ressarcir o nosso prejuízo. Ou seja, foi uma promessa de boca. Só eu perdi mais ou menos R$ 5 mil em móveis”, afirmou o ajudante de pedreiro Tiago da Cruz, 24.


Oito casas estão em risco de desabar.  Nesta, o piso foi sugado pelo barranco

De acordo com ele, esta foi a segunda vez, em cinco meses, que um problema parecido ocorre na adutora. Em setembro do ano passado, a tubulação rompeu, prejudicou outros moradores que até hoje não conseguiram retornar para as suas casas.

“Graças a Deus que não houve uma tragédia maior. Mas do jeito que está, há risco do barranco ceder mais e derrubar outras casas. A água que vazou deixou o solo muito encharcado, mas a Manaus Ambiental só arrumou o vazamento e fechou o buraco com a areia”, denunciou o industriário Cristiano dos Santos, 40.

 Serviço mal feito

 A Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos do Amazonas (Arsam) está fiscalizando os trabalhos. Para órgão, há indícios de serviços mal feitos como a falta de envelopamento da adutora que pode ter sido fissurada pelo peso dos veículos que passam pelo trecho rompido, fazendo com que a estrutura não suportasse a pressão da água.

Segundo a Arsam, o processo de indenização será acompanhado para garantir que todas as famílias atingidas sejam ressarcidas.

Em andamento

 Em nota, a Manaus Ambiental informou apenas que os trabalhos foram concluídos e que o sistema de distribuição de água já foi restabelecido na região. A empresa também informou que todas as tratativas necessárias junto aos moradores estão sendo providenciadas.  

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