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Manaus
VOLUME D'ÁGUA

Rua Frei José dos Inocentes, no Centro, está alagada por conta dos efeitos da cheia

A situação do local é agravada por um bueiro destampado deixado depois de uma obra da Prefeitura 12/06/2017 às 05:30
Show alagada
Foto: Clóvis Miranda
Luana Gomes Manaus (AM)

Localizada no Centro Histórico de Manaus, a rua Frei José dos Inocentes deixou de ser ponto turístico para virar cenário da cheia do Rio Negro. Anualmente, os moradores do local precisam improvisar para conseguir entrar em suas moradias. A situação é agravada por conta de um bueiro no espaço, conforme denunciam os próprios residentes do local.

De acordo com a dona de casa Larissa Marques, 28, o bueiro foi aberto pela Prefeitura de Manaus durante uma obra e fica totalmente aberto, por isso a alagação ocorre de maneira mais rápida. “Enche muito rápido. Na última enchente, uma canoa chegou aqui na porta de casa. Infelizmente, todo ano a água sobe, principalmente por causa deste bueiro. Mas acredito que, mesmo se tampar, não há para onde corrermos. O pior é o risco de contaminação, principalmente com crianças no local”, destaca a mãe de dois filhos adolescentes, um de 13 e outro de 14.

Apesar da situação nada agradável, Larissa agradece o fato de que a água está diminuindo. Com base no levantamento do Serviço de Hidrologia do Porto, publicado pelo A CRÍTICA, o rio Negro se aproxima do início da vazante, descendo desde a última terça, 06.

Quanto ao bueiro, a assessoria da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) afirma que nesta segunda, 12, irá encaminhar uma equipe ao local para verificar a situação. Caso seja competência do órgão, a ocorrência será atendida de forma emergencial. “Ressaltamos porém que a questão da subida das águas é um fenômeno da natureza que ocorre há anos e a instalação de redes de drenagem irregulares, muitas vezes implantadas pelos próprios moradores, faz com que a situação se agrave”, diz a nota. 

Passarela

Algumas casas da rua acabam sendo mais atingidas, como o caso da residência de Sol Petros, 20, que mora com o pai. Em frente a moradia foi necessário implantar uma pequena ponte para garantir o acesso. “A água já chegou a pelo menos dois palmos acimada da casa”, relata a estudante. 

Petros diz que, em anos anterior, os dois precisaram sair da residência durante a época de cheia, já que não havia condições de se manter no local.

Conforme informações da Defesa Civil, a rua está sendo monitorada pelo órgão, pois alaga na cota a patir de 29,40 metros. “Como o Rio está baixando e na sexta-feira estava em 28,95 m, continuaremos realizando o  monitoramento diário e, caso haja demanda na área, a Defesa Civil enviará equipe para solucionar da melhor maneira possível”, diz a nota.

Cota atingida

Conforme informações já publicadas pelo A CRÍTICA, após o rio Negro atingir a cota de 29 metros, no último final de semana, e ter permanecido neste limite até a última segunda, 5, começou a dar sinais do término da cheia deste ano. De terça até quarta da mesma semana, o nível do rio baixou quatro centímetros. O registro deste ano ficou abaixo da cota de emergência, de 29 metros.

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