Segunda-feira, 17 de Junho de 2019
Manaus

Rua sem estrutura impede entrada de policiais e de carro coletor em bairro da zona Leste de Manaus

A rua A, no loteamento Bairro Novo, no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste, está atualmente intransitável por conta de buracos e os moradores esperam há mais de 15 anos que ela seja asfaltada



1.jpg Edvan Olieira conta que, sem asfalto, viaturas do Ronda no Bairro e o carro coletor de lixo não se aventuram pela rua A, que liga a Itaúba a Grande Circular
17/09/2013 às 08:32

Moradores da rua A, no loteamento Bairro Novo, no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste, há 16 anos esperam que a via seja asfaltada. Desde que o loteamento foi criado, em 1997, a rua A foi a única que nunca recebeu serviços de infraestrutura, pavimentação asfáltica, saneamento básico e calçamento nas bordas. A rua deveria ser a mais importante do loteamento porque é a única secundária que liga as avenidas Itaúba e Autaz Mirim (Grande Circular). No entanto, está atualmente intransitável por conta de buracos.

Os moradores reclamam que convivem com promessas não cumpridas de quatro gestões que passaram pela Prefeitura de Manaus sem que o problema tenha sido resolvido pelo poder público.

A rua fica próxima a rotatória do Produtor, logo atrás de um frigorífico. Parte dela está tomada por mato e a outra parte concentra dezenas de buracos no barro batido. Outro agravante é o esgoto doméstico e água servida que saem das casas e se espalham pela rua. Como não há rede de drenagem, as casas que não possuem fossas sépticas destinam os resíduos líquidos para o meio da pista.

O carro coletor de lixo também não consegue entrar na rua. Os agentes de limpeza precisam coletar o lixo nas casas e carregar as sacolas até o carro coletor que fica esperando na avenida Autaz Mirim.

Segundo a doméstica, Célia Maciel, 36, o problema se agrava em dias de chuva. Crianças que precisam ir para escola só saem de casa nos braços dos pais porque tudo fica alagado e repleto de lama. “Se em dias de sol passar por aqui fica difícil imagine quando chove. A rua vira uma piscina de esgoto. Essa rua era para ser a melhor e mais importantes do Bairro Novo porque liga as duas principais avenidas do Jorge Teixeira, mas o poder público não olha pra gente”, disse Celia.

Edvan Matos de Oliveira, 51, comprou uma casa na rua A em 1997, no início do loteamento. Ele reclama que a falta do asfalto agravou a insegurança e abriu espaço para o tráfico de drogas na área porque as viaturas do programa Ronda no Bairro não conseguem passar pela via. “No reunimos com a liderança do bairro, pedimos ajuda da Polícia Militar em uma reunião com o responsável pela 30º Cicom, mas o problema é a falta de asfalto na rua que impede que qualquer carro entre”, disse.

Há dois anos, a rua A recebeu iluminação pública e rede de abastecimentos de água das duas concessionárias responsáveis pelos serviços. Porém, a parte do asfalto que compete ao município ficou pendente. Há cinco anos, carros passavam pela via mesmo sem o asfalto. Porém, o barro batido ficou repleto de crateras depois que carretas e outros caminhões pesados passaram a transitar pelo local.


Buracos se estendem para outras ruas

“O loteamento Bairro Novo não tem só a rua A em situação precária. Tem é o alfabeto quase todo”. A frase do morador da rua E, Jusinei Valente, 40, é um alerta para a realidade das demais ruas do loteamento que também estão necessitando de reparos. Basta uma rápida caminhada pelo local para constatar a precariedade das vias. A situação mais evidente ocorre nas ruas O, L, M e N. Elas receberam asfalto apenas uma vez, alguns anos depois da venda de lotes e reconhecimento oficial da área pelo município. Contudo, depois de mais dez anos sem nenhum reparo, os buracos nas ruas foram aos poucos removendo a camada de asfalto. Atualmente, grandes buracos revelam apenas os fragmentos das ruas que um dia foram asfaltadas.



Nova promessa é de solução em outubro

Segundo Edvan Matos, o vice-prefeito e secretário de obras, Hissa Abrahão, prometeu ao líder comunitário do Bairro Novo que a rua A seria pavimentada este mês. Ele procurou o Distrito de Obras da área e foi informado que a via só deve ser contemplada com o serviço em julho de 2014.

O comerciante Vilmar Pereira, 63, relata que perdeu as contas de quantas vezes os moradores fizeram apelos para os ex-prefeitos pleiteando o asfaltamento. “Não sou especialista, mas com o maquinário que a prefeitura está usando nas ruas da cidade a nossa rua seria fácil de asfaltar. Infelizmente parece que entra e sai gestão e estão empurrando com a barriga”, disse.

Ele teme que em julho de 2014, recebem uma novo prazo estendendo o prazo da intervenção. “Pagamos imposto territorial e queremos, ao menos, ter retorno do município”, destacou.

RUA SERÁ ASFALTADA

De acordo com Seminf, a Divisão Distrital do bairro Jorge Teixeira está ciente da solicitação dos moradores. Conforme a secretaria, a rua A necessita de ações básicas de terraplenagem e drenagem superficial e profunda para que, em seguida, os operários apliquem o asfalto na via.

O serviço deverá ser realizado até o fim do mês de outubro. Quanto as demais vias, a Seminf informou que a reclamação foi repassada à divisão de obras correspondente para que as providências sejam tomadas.


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