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Manaus
RUA VIA

Ruas esburacadas do Distrito Industrial continuam causando prejuízos

Mesmo após o início de operação de tapa buracos, motoristas e trabalhadores questionam a qualidade do serviço 14/03/2017 às 10:55
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Apesar das operações de tapa buraco, o motoristas questionam a qualidade do serviço (Fotos: Márcio Silva)
Alik Menezes Manaus

As ruas esburacadas do Distrito Industrial, na Zona Sul, não são nenhuma novidade e continuam gerando prejuízos diários para motoristas e empresários. Mesmo após o início de uma operação de tapa buracos, usuários e trabalhadores que passam pelas vias diariamente questionam a qualidade do serviço, diante da buraqueira que resiste às ações. 

O motorista de caminhão Florêncio Oliveira, 48, que presta serviço para empresas do Distrito Industrial há mais de seis anos, disse a buraqueira nas ruas gera prejuízos semanais para ele. O último foi no sábado, quando o amortecedor do caminhão quebrou e ele teve que desembolsar R$ 1.800 e ainda ficar um dia sem trabalhar. “Fugi de um buraco e caí em outro. Fui para a oficina e levei um susto com o valor que tive que pagar”, disse o motorista. 

Apesar das operações de tapa buracos, o motorista disse que as obras não são suficientes e questionou a qualidade do serviço. “Eles tapam hoje e depois de uma chuva o buraco abre de novo. Que material é esse? Eles não sabem que nessas ruas passam carros de grande porte?”

O estudante João Evangelista Junior está acostumado a ter prejuízos. Segundo o jovem, que trabalha em uma empresa na rua Jutaí, os danos ao veículo da família são praticamente inevitáveis. “Já perdi as contas de quanto gastamos com amortecedor, assoalho do carro e pneus”, contou. 

E por falar em pneu, o estudante contabilizou mais um prejuízo ao desviar de um buraco e cair em outro na rua Jutaí. “O pneu furou quando a gente caiu em um buraco. É assim o tempo todo aqui nessa rua, vamos perder tempo e ainda gastar uma grana para pagar um borracheiro”, disse. 

O estudante disse também que o dinheiro gasto com reparos no carro poderia ser utilizados em outras coisas e compromete o orçamento no fim do mês. “Faz falta. No fim do mês você vai somando tudo e percebe que faz muita falta. A gente poderia sair com a família para um restaurante ou cinema”, disse. 

Arriscado

Na rua Matrinxã, os motoristas precisam desviar dos buracos e andar, muitas vezes, na contramão. “É um perigo muito grande, pode causar acidentes graves”, contou o industriário Carlos Almeida, 28. 

O impacto dos caminhões nos buracos também pode danificar os aparelhos e insumos que são produzidos pelas empresas, consequentemente prejudicando a entrega final dos produtos, lembrou Carlos. “O prejuízo pode ir bem além dos pneus e suspensão”.

A Secretaria Municipal de infraestrutura (Seminf) informou que as vias do Distrito Industrial começaram a receber, no dia 12 de fevereiro, manutenção asfáltica. “A ação, realizada pela Prefeitura de Manaus, é emergencial e atingirá 36 ruas da área, até que a verba de R$ 150 milhões anunciada pelo Ministério do Planejamento para o recapeamento das vias do Polo Industrial seja liberada”.
 
Ainda segundo o órgão, os trabalhos no Distrito começaram pela avenida Buriti, uma das principais da área e rota de trabalhadores e visitantes do PIM. Nela, equipes da Seminf, percorrem toda extensão, fazendo a manutenção dos trechos danificados. Por ser uma via de grande fluxo, antes da aplicação da massa asfáltica, é feita a preparação do solo, com recuperação de base feita com pedra rachão e brita, o que garante maior durabilidade do solo.
 
Na semana passada as equipes estavam concentradas na rua Aruanã. Em seguida será a vez das vias Tambaqui, Matrinxã, Içá, Açaí, Javari, Jutaí, Abiurana, Balata e Ipê.

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