Domingo, 26 de Maio de 2019
NO NOVA CIDADE

Ocupações irregulares na Zona Norte de Manaus crescem de maneira descontrolada

Delegacia de Meio Ambiente afirma que vai realizar um levantamento nas áreas invadidas



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Derrubada das árvores abre espaço para a construção dos casebres (Gilson Mello/ Freelancer)
28/01/2017 às 05:00

Duas invasões em dois pontos de áreas verdes do bairro Nova Cidade, na Zona Norte, estão preocupando os moradores do entorno. A supressão da vegetação e a insegurança são os pontos que mais incomodam que mora no local há mais tempo. 

Uma das invasões começou há pouco mais de uma semana, dentro do conjunto Cidadão 7, no mesmo bairro. A área verde, que fica por trás de um campo de futebol, foi parcialmente suprimida e até os animais que habitavam na área começaram a desaparecer. 

Uma dona de casa, que preferiu manter o nome em sigilo, disse que os invasores derrubaram boa parte do buritizal que havia na área verde, pertencente ao conjunto. Agora, a área descampada começou a ser loteada e alguns terrenos já começam a ser vendidos. 
“Essa ocupação começou na segunda-feira. Havia várias pessoas cortando o mato e as árvores, mas agora a situação está mais ‘tranquila’ porque o terreno foi todo loteado. O problema é que não sabemos quem são essas pessoas, dizem que há criminosos envolvidos nisso e a gente fica com medo”, relatou a dona de casa. 
De acordo com ela, alguns animais como macacos, pacas e cutias, que habitavam no local,  foram mortos pelos invasores. 

Aldeia Mura
Em outro ponto do bairro, na avenida Curaçao, um outra invasão se expande descontroladamente em uma área verde. 

A ocupação, que já possui vários casebres, seria uma comandada pela tribo Mura e foi batizada de aldeia “Buriti Verde”. Em uma das entradas, os invasores improvisaram uma placa de identificação e proíbem a entrada de “pessoas não autorizadas”. De acordo com os moradores, a invasão está em expansão há quatro meses e os invasores chegaram a ser retirados pela polícia, mas voltaram a ocupar a área. 

Um comerciante que também preferiu não revelar o nome disse que muitos terrenos estão sendo comercializados por R$ 500 e R$ 1 mil em sites de classificados online, como o OLX. “Toda essa área era de mata fechada e eles (invasores) já destruíram tudo. No começo diziam que era uma área indígena, mas não é isso que a gente vê e isso nos preocupa bastante”, afirmou o comerciante.

Levantamento

 A Delegacia Especializada em Meio Ambiente (Dema) e as instituições que compõem o  Grupo Integrado de Prevenção às Invasões em Áreas Públicas do Estado do Amazonas (Gipiap) receberam a denúncia dos focos de invasões e estão fazendo um levantamento para fazer a retirada das famílias.


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