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INVESTIGAÇÕES

Sabino Castelo Branco é um dos envolvidos nos desvios da operação Cashback, diz PF

Deputado é dono de empresa que firmava contrato com o Instituto Novos Caminhos, segundo inquérito. Prisão não foi pedida por conta do estado de saúde do parlamentar 11/10/2018 às 12:48 - Atualizado em 11/10/2018 às 13:37
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acritica.com Manaus

O deputado federal Sabino Castelo Branco (PTB) é um dos envolvidos no esquema descoberto pela operação Cashback, deflagrada nesta quinta-feira pela Polícia Federal (PF) em Manaus. O esquema, conforme o levantamento, desviou um montante estimado de R$ 140 milhões dos cofres públicos.

Na operação, já foram presos o empresário Sérgio Bringel  e o advogado Lino Chíxaro. Outras oito pessoas também estão na cadeia e seis mandados ainda restam ser cumpridos, incluindo o de Murad Aziz, empresário e irmão do senador Omar Aziz. 

De acordo com o inquérito 4523, da Polícia Federal, o  deputado era o real beneficiário dos recursos públicos federais desviados por meio da empresa Confiança Segurança Patrimonial, que mantinha contratos com o Instituto Novos Caminhos (INC), de propriedade do empresário Mouhamad Moustafa, apontado como líder da organização criminosa descoberta na Operação Maus Caminhos. 

Segundo o delegado federal Alexandre Teixeira, a operação de hoje  representa a quarta fase da operação Maus Caminhos e detectou outras empresas envolvidas no esquema que desviava recursos da saúde pública no Amazonas. "É uma nova fase, trata de outros empresários e crimes como peculato,  tráfico de influência, falsidade ideológica - pois eram fraudadas notas fiscais - e lavagem de dinheiro", destacou o delegado.

De acordo com ele, não houve pedido de prisão de Sabino Castelo Branco por motivos de saúde. O deputado federal está internado há mais de um ano, depois de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC).  "É do conhecimento de todos que ele está em situação grave de saúde e por isso não poderia interferir nas investigações. Não há porque discutir a prisão de uma pessoa nestas condições", sustentou o delegado. 

As investigações identificaram que, em abril de 2015, a CSP efetuou um saque bancário de R$ 2,5 milhões.  "Como — indaga-se — uma empresa que apenas tinha contrato com o INC consegue sacar em abril de 2015 o equivalente a todo o valor que ela receberia de outubro de 2014 a maio de 2016?", aponta o inquérito. 

As investigações, baseadas em uma delação premiada, apontam ainda que a relação entre Mouhamad e Sabino ficaram estremecidas porque o deputado licenciado queria que Mouhamad passasse a empresa Total Saúde - envolvida na primeira fase da Maus Caminhos - para o nome do próprio parlamentar. Ele só teria desistido, conforme o inquérito, por intervenção de Omar Aziz, ex-governador, atual senador e irmão de Murad Aziz, um dos presos na investigação.

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