Sábado, 26 de Setembro de 2020
AVALIAÇÃO

Saída da Sony não representa crise no modelo ZFM, diz vice da Fieam

Para Nelson Azevedo, representante das indústrias do Amazonas, saída da Sony representa um reposicionamento de mercado e não um problema com o modelo do Polo Industrial de Manaus



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15/09/2020 às 17:31

O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, ressaltou na tarde desta terça-feira (15/9) que o encerramento das atividades da Sony no Brasil não se trata de uma crise no modelo Zona Franca de Manaus (ZFM). 

A empresa anunciou na  manhã de hoje que, em março de 2021, fechará sua fábrica. “Não  temos dúvida que é uma decisão interna que busca reposicionar a Sony nos segmentos de televisores, áudios e câmeras. Esse reposicionamento perpassa por conferir uma maior sustentabilidade aos negócios da empresa, razão pela qual decidiram pelo enceramento da fábrica em Manaus”, disse Azevedo. 



“O segmento eletrónico é, hoje, o de maior expressão dentro do Polo Industrial de Manaus, impulsionado, particularmente, pela produção de televisores, sinalizando de que a decisão realmente não denota uma crise do nosso modelo em si, não obstante a crise econômica enfrentada por todas as indústrias no primeiro semestre deste ano em decorrência da Pandemia do Covid-19”, afirmou o empresário. 

Ele disse que espera, em um futuro breve, novamente contar com uma planta fabril da Sony  em Manaus, “repetindo essa experiência exitosa que tivemos por muitos anos é estreitando os laços de irmandade com as empresas Japonesas que engrandecem o nosso polo industrial! As portas estarão sempre abertas para recebe-los”, afirmou.

Azevedo enfatizou, contudo, a saída da empresas japonesa representa  uma perda substancial para o modelo de desenvolvimento regional. “Não somente pelos investimentos e modernização tecnológica no Estado do Amazonas, mas também pela perda dos empregos. Cerca de 250 postos diretos de trabalho que se encerraram, além daqueles indiretos propiciados pela atividade da empresa em Manaus”. 

“É  importante destacar como é relevante a perda de uma marca japonesa emblemática, sinônimo de qualidade. Essa é uma perda intangível e difícil de mensurar. Devemos ressaltar, que se trata de uma decisão mercadológica da empresa, sobre a qual não temos qualquer ingerência e respeitamos plenamente”.

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