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Santa Casa de Misericórdia ‘abriga’ assaltantes em Manaus

Moradores do entorno e pedestres reclamam que prédio abandonado está servindo de esconderijo e ‘base’ para criminosos que transitam pelo Centro da capital 23/10/2014 às 10:48
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De acordo com vizinhos do prédio, o local é constantemente alvo de invasores
Girlene Medeiros Manaus-AM

Parte das instalações da Santa Casa de Misericórdia, na rua 10 de Julho, no Centro, está abrigando criminosos e incomodando moradores das proximidades instituição de saúde desativada. Quem trabalha e reside próximo ao local diz que são constantes os assaltos praticados por pessoas que saem do prédio. Conforme anúncio do Governo do Amazonas, um hospital de câncer será instalado no local.

A rua 10 de Julho é caminho para vários universitários que estudam no Centro e precisam tomar ônibus para voltar para casa no fim da noite. Segundo o professor de artes marciais Demétrius Gonçalves, 34, assaltos e abordagem a pedestres acontecem, principalmente, entre 20h e 22h. “Estou em casa e a gente só escuta o povo gritando para pegar o ladrão. É um local complicado porque junta gente também para usar drogas. Já tem mais de um ano que a gente ouve histórias de assalto na rua. Sem contar que a rua é muito escura e facilita os roubos”, afirmou Demétrius.

A reportagem constatou que as portas da área onde fica localizada a antiga maternidade da Santa Casa de Misericórdia estão abertas. As paredes estão pichadas, indicando o acesso indiscriminado de pessoas. “Quem passa por perto consegue perceber um forte odor de droga”, observou o professor de artes marciais.

Policiamento

De acordo com o capitão Anderson Saif, comandante da 24ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), que atende ocorrências do Centro, é difícil fazer policiamento exclusivo para a área da Santa Casa de Misericórdia, mas viaturas policiais são deslocadas para a área no intuito de evitar os roubos à população.

“Infelizmente, é um quarteirão gigantesco e não dá para a gente deixar policiais guardando a porta da Santa Casa. Já pediram nosso apoio e nós sempre colocamos viaturas para evitar assaltos a quem passa por lá. A área da rua Dez de Julho, por si só, não é de risco e o local funciona como abrigo para facilitar as ações”, afirmou o capitão Saif.

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