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São José é o bairro líder em focos de Aedes aegypti, segundo dados do Ministério da Saúde

De acordo com órgão, o bairro da Zona Leste é o que concentra o maior número de focos do mosquito causador da dengue, Zika e Chikungunya 12/02/2016 às 20:28
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De acordo com o secretário Municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão, desde dezembro o órgão tem realizado o trabalho de combate no São José
Isabelle Valois Manaus (AM)

Dos cinco bairros de Manaus classificados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) como de alto rico para transmissão de doenças pelo Aedes aegypti, o São José Operário, na Zona Leste, está em primeiro lugar.

De acordo com o secretário Municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão, desde dezembro o órgão tem realizado o trabalho de combate no São José, além de outros com alto risco como Tancrado Neves, Armando Mendes e Zumbi. O trabalho começou após a prefeitura decretar Estado de Emergência por causa da procriação do Aedes aegypti.

“Antes mesmo da Organização Mundial da Saúde (OMS) dar início ao trabalho de combate, Manaus realiza as campanhas e ações de combate, principalmente voltados para esse bairro que o [Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypto] LIRAa apontou como de alto risco. 32 mil imóveis foram visitados desde dezembro”, explicou.

Homero informou que a falta de saneamento básico colabora para a procriação do mosquito, como é o caso do bairro São José. “Além da questão da falta do saneamento básico, outras situações que a população precisa estar permanentemente alerta com o cuidado da procriação, é dentro de casa ou no quintal em vasos, tampas e em qualquer lugar onde possa ter água parada. Isso é uma responsabilidade de cada cidadão. Agora vale lembrar que esta área do São José é um local mais populoso e de alguma forma isso colabora”, disse Homero.

Para o secretário, o ranking não é considerado mais importante, pois há o mosquito em toda a cidade. Manaus está classificada como médio risco e a preocupação deve ser permanentemente de todos os habitantes. É necessário terminar com a epidemia e a negligência de qualquer indivíduo pode custar a vida do próximo.

“Nossa preocupação são as grávidas, ainda mais com a situação da transmissão do zika vírus. Uma doença nova  e com grandes complicações. A preocupação também está nas sequelas que este vírus deixa nas crianças. Hoje temos um cenário inimaginário pela frente”, reforçou o secretário.

O dia D, conforme Homero é considerado apenas mais um dia de trabalho, mas irá reforçar o combate contra o mosquitos nos locais onde há permanência do foco e procriação. Além do trabalho de visitação, as ações também são realizadas com carros e motos que liberam o fumace de combate.

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