Segunda-feira, 17 de Maio de 2021
Manaus

Saúde é colocada em risco com a exposição dos raios solares

Além das doenças causadas pela exposição ao sol sem protetor solar, há aquelas relacionadas às vias respiratórias como rinite



1.jpg Diretor da Fundação Alfredo da Matta, Carlos Chirano, diz que a exposição irregular e frequente ao sol causa danos à pele como manchas e envelhecimento
11/10/2014 às 13:56

A exposição ao sol é o maior perigo nessa época do ano, alertou o diretor da Fundação Hospital Alfredo da Matta, Carlos Chirano. O motivo, de acordo com ele, é que 70% as pessoas não usam o protetor solar regulamente.

Segundo o especialista sem proteção alguma o manauense sofrem exposição irregular e exagerada e correm riscos eminentes durante o período de sol. Tanto riscos imediatos que são as queimaduras solar, quanto riscos tardios, que são resultantes do processo do acúmulo da radiação na pele, provovam danos sobre o tecido. “Essa exposição produz a longo prazo envelhecimento da pele, manchas e predisposição ao câncer da pele”, observou



Carlos Chirano informou ainda a existência de outras doenças que são comuns nesse período de muito calor, que são as alterações relacionadas à hipersudorese, que é o suar em excesso, principalmente nas crianças que não têm as glândulas sudoríparas ainda totalmente desenvolvidas e quando submetidas a uma temperatura muito quente como nesse período, têm predisposição para o umidade, que causa problemas como de brotoejas, cujo aparecimento é mais intenso nas dobras do pescoço, das coxas e da virilha. “As mães tem quer tomar muito cuidado , colocar roupas mais leves, dar bastante banho e ficar atentas” Alertou.

Outubro

Ainda de acordo com o dermatologista, os registros atuais não indicam aumento imediato de atendimentos por causa do clima seco registrado no últimos três meses e o início deste mês outubro, quando Manaus começa o período de chuva. “Como existe o período que chove mais, talvez quem sabe posso acontecer de termos menos pacientes”, declarou o dermatologista.

A pediatra Ana Luzia Souza, do sistema público de saúde, aponta que as queimadas urbanas são vilões nos registros de doenças respiratórias nessa época do ano, considerada como o “verão amazônico”.

A médica destaca ser comum nos meses de julho a outubro a diminuição das chuvas e o aumento do calor na cidade. “O clima seco é agravado pelas queimadas ao redor da cidade, na área urbana e também nos municípios da chamada zona de deflorestamento. A fumação causada pelas queimadas são trazidas para a cidade pelas correntes climáticas”, afirmou.

Rinite

É comum o clima seco trazer à tona crises de rinite, sinusite, asma. São doenças relacionadas ao ar seco. “Ficar em ambiente climatizado tem reflexos nas vias respiratórias”, afirmou a pediatra Ana Luíza Souza.


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