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Manaus
SOLIDARIEDADE

Se engajar em projetos sociais é opção para iniciar 2019 de forma diferente

Seja doando tempo em abrigos, projetos de linguagem, recolhendo animais ou até mesmo por iniciativa própria, amazonenses têm contribuído para melhorar o mundo 20/01/2019 às 18:23 - Atualizado em 20/01/2019 às 18:24
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Foto: Arquivo/AC
Izabel Guedes Manaus (AM)

Geralmente no começo do ano muita gente decide mudar o cabelo, entrar em uma academia, fazer um curso novo, mudar de emprego. Mas, já pensou em iniciar o ano ajudando alguém ou alguma causa? O engajamento em projetos sociais é uma alternativa para começar o ano fazendo algo diferente e aproveitar bem o tempo livre das férias.

Seja doando um pouco do tempo em abrigos, projetos de linguagem, recolhendo animais de rua, ensinando um esporte ou fazendo algo por iniciativa própria, muitos têm aproveitado o tempo livre contribuindo com causas que levam amor, carinho e dedicação a muita gente que precisa, atitude que, de acordo com algumas pesquisas, pode até melhorar a saúde mental e proporcionar uma vida mais longa.

Algumas dessas pessoas, como o empreendedor Jean Ferreira, de 24 anos, começam como receptores de boas ações e depois de beneficiados pelas iniciativas que resolvem retribuir se voluntariando. Ele conta que procurou por muito tempo um local para aprender a falar inglês e um dia encontrou o que precisava em um projeto social que visa ensinar pessoas de baixa renda, o To Be.

Hoje, ele continua sendo aluno, de níveis mais avançados do idioma, mas também se tornou professor para passar um pouco do que aprendeu aos iniciantes. “Estou como voluntário desde 2017. Foi neste projeto social que dei o pontapé inicial como voluntário na minha vida. Foi dele que, digamos, despertei para este cunho social. A partir daí, percebi a importância do voluntariado. É gratificante estar ajudando as pessoas a se tornarem bilíngues. Levamos uma didática prática e eficaz de idiomas”, ressalta o jovem. “Se doar a algo que faz bem para mim e para quem está recebendo também. É sempre bom ajudar”, assegura o aluno e voluntário.

Dar e receber

A jornalista Hanne Assimen Caldas, 26, aprendeu desde pequena que o apoio ao próximo e a ajuda em ações sociais é algo importante para a vida de quem recebe e, especialmente, de quem pratica. Ela lembra que sempre ia com a mãe em vários locais e em um, em especial, encontrou a forma perfeita de demonstrar e receber o amor, como ela intitula o voluntariado.

Há dois anos ela é voluntária do projeto “Madrinhas e Padrinhos Afetivos” do abrigo Moacyr Alves e dedica as manhãs de sábado para ações no local. “Eu cresci com essa vontade de me dedicar a algum lugar. Saí de Manaus um tempo para estudar e quando voltei um amigo falou do abrigo e as memórias da infância, da ida com a minha mãe ao local, me fizeram ver nele o que eu procurava. Eu realmente me encontrei, com essa dedicação achei o que faltava em mim, porque antes eu sentia um vazio, e, no momento em que conheci o projeto no local, percebi que estava completa”, relata, emocionada.

Hanne garante que quem pratica ações do tipo ganha mais do que quem recebe. “A gente pensa que vai levar algo, mas na verdade o retorno é bem maior do que aquilo que você esta dando. Você pensa que está levando carinho, amor e atenção, mas sai de lá preenchida com esses sentimentos. Você pode chagar lá com qualquer problema e sai bem. O efeito é real na nossa vida”, afirma.

Madrinha e padrinho afetivo

O projeto social “Madrinhas e Padrinhos Afetivos” desenvolve atividades de voluntariado todos os sábados no abrigo Moacyr Alves, onde os padrinhos  “adotam as crianças e adolescentes por um dia”, concedendo a elas carinho, atenção e amor.

O projeto surgiu da necessidade de preencher os horários ociosos das crianças e adolescentes do abrigo e, ainda, proporcionar atividades internas com programações festivas e passeios externos na cidade de Manaus, nas quais os voluntários podem dar atenção exclusiva a essas crianças.

Atualmente, o programa conta com o apoio de 30 pessoas, de vários segmentos da sociedade, e quem tiver interesse em participar pode ir até a sede da instituição, localizada na rua professora Lea Alencar, 1014, Alvorada 1, Zona Oeste, onde poderá obter mais informações.

Projeto To Be

O projeto To Be tem como foco principal a integração de imigrantes haitianos, dando-lhes treinamento e condições ideais para que possam dar aulas particulares de idiomas. Outro objetivo do To Be é capacitar a população de baixa renda para melhor inserção no mercado de trabalho por meio do ensino de idiomas.


To Be capacita imigrantes darem aulas de  idiomas e comunitários nas línguas estrangeiras (Foto: Divulgação)

O projeto social, da organização Enactus Uninorte, é sem fins lucrativos e está presente em várias zonas da cidade. Quem tiver interesse em ajudar e participar pode saber mais através do Facebook @projetotobeoficial.

Lazer a comunidades carentes

Para o funcionário público Denison Vilar, 37, a sensação de proporcionar algo bom a alguém e usar um pouco do seu tempo para ajudar é algo que todos deveriam fazer. Ele não faz parte de nenhum projeto específico, mas por conta própria, com apoio de amigos e parceiros, tenta pelo menos duas vezes ao ano levar um dia de lazer a comunidades carentes da cidade. No ano passado ele chegou a gastar mil reais do salário, que recebe como condutor do Samu, em uma ação que promoveu para crianças do conjunto Viver Melhor.


Denison procurar ajudar por conta própria as pessoas, como nesta ação no Viver Melhor (Foto: Divulgação)

“Eu gosto de trabalhar com crianças porque tive uma infância difícil e por isso normalmente eu faço isso com as crianças. Praticar o bem para aqueles que precisam é a melhor forma de combater o mal causado por aqueles que pouco se importam com o próximo. Vejo muitas pessoas gastando horas do seu precioso tempo nas redes sociais, ofendendo umas as outras e até mesmo menosprezando os necessitados, quando poderiam também contribuir de alguma forma para ver uma criança sorrir, um alcoólatra acreditar que pode se recuperar e uma família ter pelo menos um dia no ano feliz”.

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