Sábado, 18 de Janeiro de 2020
Manaus

Se o rio Negro chegar a 30,13 metros interdição do terminal no Centro de Manaus será inevitável

Se o nível continuar subindo, a circulação das 122 linhas de ônibus, além dos executivos, pelo terminal da Matriz, no Centro, estará com os dias contados



1.jpg Acesso de carros de passeio ao terminal da Matriz, no Centro de Manaus, foi interditado na última sexta (18)
23/05/2012 às 07:23

O rio Negro está a 23 centímetros de atingir a cota máxima prevista no segundo alerta de cheia emitido pela Superintendência Regional do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Nesta terça-feira (22), a cota registrada foi de 29,90 metros. Se o nível do rio continuar subindo em média dois ou três centímetros diariamente, a circulação das 122 linhas de ônibus, além dos executivos, pelo terminal da Matriz, no Centro, estará com os dias contados.

No último dia 9, o prefeito Amazonino Mendes (PDT) declarou que o terminal de ônibus da Matriz poderá ser interditado se atingir a cota máxima de 30,13 metros.



“Nós podemos ficar sem um terminal de ônibus. Nós somos obrigados a ficar na expectativa, de vigilância”, disse. Desde a última sexta-feira até esta terça (22), o rio Negro estava subindo entre um e três centímetros.

Neste caso, se a partir desta quarta (23) as águas continuarem subindo um centímetro diariamente, a cota máxima pode ser atingida no dia 15 de junho. De acordo com o superintendente do CPRM, Marco Antônio Oliveira, o ritmo de subida das águas do rio Negro deve se manter lento até início do próximo mês e a partir daí ficará estável.

“Ele deve manter esse ritmo e não subir mais que três centímetros”, informou. Mas se o rio Negro manter uma subida de três centímetros diariamente, a cota máxima pode ser atingida na próxima quarta-feira. Ou, se manter um ritmo de de subida de dois centímetros ao dia, o nível do rio Negro pode chegar a 30,13 metros no dia 3 de junho.

As águas que saem das galerias de esgoto já começaram a alagar o terminal da Matriz e usuários do transporte coletivo que circulam no local reclamam do mau cheiro e da lentidão do poder público para tomar providências que possam evitar os transtornos.

“Esse fedor incomoda quem precisa ficar aqui esperando por até meia hora um ônibus e o pior é que os ônibus passam e acaba ‘espirrando’ água pra cima da gente”, reclamou a comerciária Judite Nunes, 39.

O auxiliar administrativo Herbert Guimarães, 31, também critica o posicionamento do poder público diante da situação.

“O melhor caminho pra evitar os transtornos é executar soluções antes que o terminal fique todo inundado. Parece que deixam pra solucionar tudo em cima da hora e aí fecham ruas de uma hora pra outra, fazem desvios sem comunicar com certa antecedência a população”, disse.

Os motoristas também reclamam da situação. “O poder público já deveria feito um projeto para evitar que as águas das galerias invadissem as ruas e assim não causaria confusão no trânsito”, diz o taxista Roberto Lins, 29.

Embora o trânsito de veículos leves na região da Matriz esteja proibido deste sexta-feira, carros e motos eram vistas transitando no lugar sem que a fiscalização os impedisse.


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