Domingo, 19 de Maio de 2019
CONTINGÊNCIA

‘Se sabia da possibilidade de haver convulsão do sistema prisional’, afirma SSP-AM

Governo disse que plano para evitar fugas “funcionou”. No último domingo (1º), 184 detentos fugiram de dois presídios da capital



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(Foto: Vinicius Leal)
04/01/2017 às 21:07

Um membro do Comitê de Gerenciamento de Crise da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), o coronel Oliveira Filho, adjunto do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), afirmou na tarde desta quarta-feira (4) em Manaus, durante coletiva para divulgar balanço de ações, que o plano de contingência para evitar fugas nos presídios do Estado “funcionou”. No último domingo (1º), 184 detentos fugiram de dois presídios da capital.

“É claro que o sistema sabia da possibilidade de haver uma convulsão no sistema prisional. Isso não implica em sucesso ou insucesso de evitar ou não fugas. Vale ressaltar o que já foi dito pelo secretário (de Segurança Pública, Sérgio Fontes) e pelo próprio governador que o plano de contingência nesse aspecto funcionou”, afirmou o coronel Oliveira Filho.

Segundo ele, em todos os presídios onde houve fuga – Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) (112 foragidos) e Instituto Penal Antônio Trindade (72 foragidos), as ações foram “bem sucedidas”. “O plano de contingência é um plano integrado e as ações previstas foram desenvolvidas desde o momento (início). O plano foi colocado em prática e deu certo”.

O coronel também deu mais detalhes da formulação do plano. “Contingência não é prevenção. É depois que o fato acontece. Se você está dizendo que os presos tinham um plano de fugir, eles continuam tendo. Qual é o presídio no Brasil que os presos não pensam em fugir, não pensam em as facções se enfrentarem?”, questionou. “O nosso setor de inteligência, que conseguiu identificar possíveis túneis de fuga, também funcionou”.

O major Jorge Rabelo, adjunto da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e presente na coletiva, também falou sobre o plano para evitar fugas. “Se havia um plano de contingência que envolvia todas as forças de segurança pública do Estado, e esse plano foi colocado em prática e deu certo, significa dizer que o nosso serviço de inteligência atuou sim e atuou bem, e trouxe as informações que necessitávamos. Nós estávamos preparados para atuar e atuamos. Dentro das competências de cada força”, disse o major.


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