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Manaus
TRANSPORTE COLETIVO

'Se tiver ato terrorista, vamos recolher de novo', garante presidente dos rodoviários

Segundo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM), ordem é garantir a segurança dos funcionários. Recolhimento de ônibus gerou caos em Manaus ontem (23) 24/02/2017 às 10:26
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Givancir Oliveira disse que ordem é recolher ônibus caso aconteçam novos atos de vandalismo (Foto: Arquivo/AC)
Oswaldo Neto Manaus (AM)

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM), Givancir Oliveira, disse que a ordem é mandar recolher novamente os ônibus para as garagens caso aconteçam novos atos de vandalismo em Manaus. Nesta quinta-feira (23), a população foi pega de surpresa com a circulação interrompida durante a noite, situação que gerou uma onda de caos e protestos em zonas da cidade.

De acordo com o presidente do sindicato, a determinação de recolher os coletivos na noite de ontem partiu do STTRM. Segundo ele, a atitude visou garantir a segurança dos trabalhadores.

“Assim que o sindicato teve conhecimento, já começamos a recolher, independente da ordem do Sinetram. Inclusive, ficamos sabendo que eles querem punir motoristas que fizeram isso. Se tiver qualquer ato terrorista, vamos mandar recolher de novo. Além de assalto, temos que passar por isso agora?”, questionou.

O presidente sugeriu que a destruição de quatro ônibus na cidade possui relação com o tumulto na Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoal, registrado ontem. Ele nega que a confusão tenha ligação com o aumento da passagem para R$ 3,80. “Segundo informações, a queima dos ônibus foi para tirar o foco de lá (cadeia), mas não podíamos ficar refém dessa situação. Isso colocava em risco a vida dos funcionários”.

Givancir adiantou ainda que vai propor uma reunião com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e com a prefeitura sobre os atos de vandalismo registrados na capital. “O sindicato não vai ficar de braços cruzados”, completou.

Caos e vandalismo

Na noite de quinta-feira, quatro ônibus foram completamente destruídos na capital e dois foram alvo de tentativa de incêndio. A onda de vandalismo fez com que o Sinetram recolhesse mais cedo os coletivos para as garagens, abandonando milhares de passageiros que desejavam voltar para casa.

Os ônibus alternativos e executivos foram liberados como “medida emergencial”. A Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) informou que estão sendo tomadas providências para apurar as responsabilidades dos empresários, que ordenaram a retirada dos ônibus das ruas.

Segundo o Sinetram, foram dois ônibus da Eucatur incendiados no Igarapé do Passarinho, um parcial e outro por completo; uma tentativa de incêndio a ônibus da empresa São Pedro na Zona Oeste com suspeito preso, e outras duas tentativas de incêndio a coletivos próximo a Ponte Rio Negro, onde os suspeitos fugiram.

Em coletiva de imprensa ontem, o assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges, negou que os ataques aos ônibus sejam respostas da população ao aumento da tarifa para R$ 3,80. "Isso é um ato criminoso. A SSP (Secretaria de Segurança Pública) não vê isso como protesto, mas como crime. Não é saudável vincular. Uma coisa é uma manifestação democrática, outra é um ato de vandalismo".

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