Terça-feira, 18 de Maio de 2021
FALHAS

Seap aponta facilitação na fuga de presos da Cadeia Pública

Fugitivos fazem parte dos 66 criminosos que entraram no sistema nesse fim de semana; secretário diz que já foi instaurada sindicância para apurar as responsabilidades,



IMG0017366252.JPG Pedro Florêncio disse que, na hora da fuga, não havia policiais nas guaritas que ficam na muralha do presídio (Foto: Márcio Silva)
10/10/2016 às 21:58

Presos só fogem quando há falha na fiscalização. A afirmação foi feita hoje pelo secretário de administração penitenciária Pedro Florêncio com relação à fuga de 11 presos ocorrida por volta das 23h de domingo na cadeia pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, na avenida Sete de Setembro, no Centro de Manaus. Eles serraram a grade de ferro da cela, saíram pela quadra e depois usaram uma corda feita com lençóis e peças de rouca para escalar o muro do local.

De acordo com Pedro Florêncio, dos 11 presos que conseguiram fugir, dois deles foram recapturados ainda ontem.  Pedro Florêncio disse que eles fazem parte dos 66 criminosos que entraram no sistema nesse fim de semana e que já foi instaurada sindicância para apurar as responsabilidades, no caso dos agentes, pela secretaria e na Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) no caso dos policiais militares  que estavam de plantão.



CONFIRA A LISTA DOS FUGITIVOS 

Conforme o secretário, os presos que deram entrada no sistema  foram colocados no isolamento e na triagem, o que deixou o local superlotado. Os agentes de plantão colocaram 15 deles em outra cela e foram esses, que  conseguiram escapar. “Infelizmente, no momento da fuga não havia nenhum policial militar da guarda externa nas guaritas em cima da muralha”, disse o secretário. 

O  que mais chamou a atenção foi o tempo que os presos levaram para serrar a grade, o que leva a suspeitar que houve facilitação. Foram rompidos três vergalhões maciços. “Não sei quanto tempo levaram para serrar as grades que são de bitolas antigas de ferro não cozido, mas o que eu sei que foi rápido e ninguém viu nada”, disse Florêncio. O secretário afirmou  que no momento da fuga havia sete policiais militares da guarda externa que não viram os presos fugindo porque alguns não estavam em seus postos de serviço, que são nas guaritas no alto da muralha.


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