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Manaus
REVISTA

Seap encontra objetos ilícitos que poderiam ser usados em fuga de presos na UPP

Marteletes, facas artesanais e facão foram achados durante vistoria nesta quinta-feira (15) no presídio do Puraquequara. Na última terça (13), órgão encontrou túnel no CDPM 15/11/2018 às 16:07
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Foto: Divulgação
acritica.com Manaus (AM)

Uma revista da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) apreendeu nesta quinta-feira (15) objetos ilícitos que poderiam ser usados para fuga de presos. Na última terça-feira (13), a secretaria encontrou no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM) um túnel por onde 250 presos fugiriam.

Durante a operação na unidade prisional, que teve início às 6h e encerrou às 11h, foram encontrados três marteletes, cinco facas artesanais, nove estoques (armas artesanais, pontiagudas, feitas de ferro) e um facão artesanal.

De acordo com o secretário de Estado de Administração Penitenciária, coronel da Polícia Militar, Cleitman Coelho, as operações tem como objetivo retirar materiais que possam ser utilizados pelos presos em possíveis alterações no sistema e evitar novas fugas na unidade.

“A Seap está em constante alerta com as movimentações dos presos nas unidades prisionais. As medidas que estão sendo tomadas para nos prevenirmos e adiantarmos para possíveis surpresas e tomadas de decisões dos presos em causarem motins, rebeliões ou fugas”.

O secretário pontuou ainda que que a revista não detectou nenhum túnel ou escavação na UPP, onde foi intensificado todo o procedimento de segurança. Além disso, também não foram encontradas situações que comprometam a segurança da unidade, como celas e barras de ferro serradas.

“Nós verificamos em todas as unidades e não encontramos nada que leve a crer que existam túneis ou outras formas para que os internos consigam fugir. Não há comprometimento de nenhuma cela e a Seap continuará com as medidas adotadas, que são fundamentais para o controle das unidades prisionais do Estado, mesmo com a pressão das facções criminosas que atuam no Amazonas, como em todo o País”. 

Ações contínuas

De janeiro a outubro de 2018, a Seap informou que já realizou 93 revistas nas unidades prisionais da capital e do interior, com uma média de oito a nove revistas por mês.

Segundo a secretaria, a Seap possui um cronograma de revistas e fiscalizações previstas para ocorrerem no sistema prisional, tanto em unidades prisionais da capital quanto no interior. As ações também são realizadas em casos extraordinários mediante informações do Departamento de Inteligência Penitenciária (Dipen), Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (Seai), vinculada à Secretaria de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), e demais setores de inteligência do Estado, sobre o sistema prisional.

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