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Manaus
SISTEMA PRISIONAL

Seap identifica três presos da facção criminosa FDN que receberiam armas no Ipat

Para a administração do Ipat, detentos usariam as armas “por segurança”, já que se sentem ameaçados por outros traficantes após o racha na facção 05/06/2018 às 07:07
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Foto: Arquivo/AC
Joana Queiroz Manaus (AM)

A administração penitenciária identificou pelo menos três internos do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), localizado no quilômetro 8 da BR-174, que deveriam receber os 15 pacotes com armas, droga, celulares e facas que foram lançados para dentro da unidade na última sexta-feira (1º). 

Nos pacotes estavam uma pistola calibre 380, dois revólveres calibre 38, 36 celulares com seus carregadores e baterias, além de porções de droga. Parte do material foi apreendido no momento que foram lançados de fora para dentro da cadeia.

Os pacotes estavam endereçados aos presos Diego Bruno de Souza Moldes, o “Nariz”, Fábio Queiroz Ferreira, o “Olho de Boneca”, e Francisco Wandeilson Braga Araújo, o “Tipão”. Todos eles são integrantes da Facção Criminosa Família do Norte (FDN). Para a administração do Ipat, os detentos usariam as armas “por segurança”, já que eles se sentem ameaçados por outros traficantes após o racha na facção.

Histórico

O detento Diogo Bruno de Souza Moldes, o “Nariz”, era um dos que deveriam receber os pacotes lançados dentro da cadeia. Ele é integrante da FDN e soldado do traficante João Pinto Carioca, o “João Branco”. Nariz chegou a ser preso por envolvimento no assassinato do delegado Oscar Cardoso, em 2014.

O traficante Fábio Queiroz Ferreira, o “Olho de Boneca”, de acordo com a polícia, é líder da FDN dentro do Ipat. Ele foi preso quando velava o corpo de sua mulher na funerária São Francisco, no bairro da Cachoeirinha, na Zona Sul, em 2013. No momento ele portava quatro quilos de droga e uma pistola. Depois conseguiu prisão domiciliar monitorado por tornozeleira eletrônica, mas voltou a ser preso porque estava vendendo droga em casa e portando armas.

A última prisão dele foi em fevereiro de 2017, no conjunto Duque de Caxias, em Flores, na Zona Centro-Sul. Além de possuir um mandado de prisão em aberto, o homem foi preso também com uma pistola calibre 380, duas munições, uma bala clava e um colete balístico. Topão também era traficante.

Internos serão punidos

Na manhã do sábado (2), o Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), passou por uma revista geral. Conforme o secretário de Estado de Administração Penitenciária, Cleitman Coelho, a operação contou com o apoio de policiais do Comando de Policiamento Especializado (CPE) e foi uma medida de segurança para retirar o material que foi arremessado da área externa para os internos.

Os três pavilhões da unidade foram revistados por 144 pessoas, entre servidores da Seap, policiais militares e agentes da Umanizzare. Foram apreendidos 56 “trouxinhas” de maconha, uma porção grande de maconha, 39 aparelhos celulares, 25 terezas (cordas improvisadas com lençóis), 21 estoques, 20 carregadores, oito baterias de celulares, seis facas artesanais e seis marteletes.  “Foi retirado todo material que adentrou a unidade através dos pacotes arremessados e os internos que estavam em posse dos objetos ilícitos vão passar por procedimentos disciplinares”, afirmou o secretário.

De acordo com o secretário da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), Cleitman Coelho, os presos foram colocados no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), sem direito a visita e a banho de sol. Os presos são de alta periculosidade.

Manutenção da ordem

O secretário Cleitman Coelho ressalta que as visitas e demais atividades no Ipat foram suspensas e os internos irão permanecer na “tranca”, como medida de segurança. Os detentos das celas onde os ilícitos foram encontrados também irão passar por conselho disciplinar.

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