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Seca atípica adia entrega de ponte em Manaus

Problemas nas desapropriações também atrasam conclusão 15/10/2013 às 20:09
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A ponte que seria entregue na semana que vem, no aniversário da cidade de Manaus, agora deverá ser entregue no dia 30 de outubro
Jaíze Alencar Manaus, AM

Obras de reforço na estrutura da ponte sobre o igarapé do Mindu, na rua Arthur Bernardes, no bairro São Jorge, Zona Oeste, tiveram o prazo de entrega adiato por problemas na desapropriação de casas do entorno da ponte e pela vazante atípica do igarapé que não correspondeu as expectativas dos engenheiros. É que as águas estão custando a baixar neste ano.

A pouco mais de uma semana da entrega da ponte do São Jorge pela previsão inicial, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), teve que realizar um procedimento administrativo para adicionar mais tempo ao prazo de entrega da obra.

“Houve uma paralisação de caráter administrativo para a adição de prazo. Por problemas de desapropriação e outros ocasionados pela natureza”, disse o diretor de engenharia da Seminf, Antonio Nelson.

Nelson explicou que para a realização de alguns procedimento como a urbanização e construção de calçadas, só poderão ser realizados após a retirada das casas e estabelecimentos que estão ocupando as cabeceiras da ponte. “Tivemos um pequeno alargamento da ponte e, para concluirmos as obras, precisamos aguardar a saída das famílias dos locais”, disse.

Negociações

A desapropriação está sendo realizada em parceria da prefeitura com o Governo do Estado, por meio do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim).

A comerciante, Márcia Gomes Leão,42, trabalha há nove anos vendendo café da manhã, em um estabelecimento que fica localizado bem na entrada da ponte. Ela conta que há aproximadamente um mês foi procurada por funcionários da prefeitura para falar sobre a desapropriação, mas que até o momento ninguém voltou para formalizar o procedimento. “Uma equipe veio aqui comigo, explicou a necessidade que eles tinham de utilizar esse pedaço onde está a minha propriedade, mas não recebi nenhuma proposta, não falaram como iria ser a desapropriação e não voltaram mais aqui, eu preciso do dinheiro desta casa para comprar outra, não posso sair daqui e ficar na rua, enquanto eles não decidirem nada eu vou continuar aqui”, disse.

A Superintendência de Habitação (Suhab) informou que os processos de desapropriações são realizados após solicitação da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) que é responsável pelo pedido por meio de ofício. A Suhab informou ainda que até o momento não consta nenhuma solicitação para a área específica referente a rua Arthur Bernardes no São Jorge.

Leia mais na edição desta quarta-feira (16) do Jornal A Crítica.

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