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Secretaria de Infraestrutura diz não haver espaço para a liberação da praia da Ponta Negra

Praia está interditada desde o dia 28 de outubro depois que o rio Negro alcançou 16 metros, nível inseguro para banhistas. Liberação da praia não tem data definida 17/11/2015 às 10:45
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Praia da Ponta Negra deve ficar fechada por mais de um mês, até o nível do rio voltar a subir
acritica.com Manaus (AM)

Ainda não há previsão para liberação da praia do Completo Turístico da Ponta Negra, na Zona Oeste, interditada desde o dia 28 de outubro, com base em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que limita a cota de segurança do rio a 16,40 metros. 

Ainda que o rio tenha alcançado, ontem, a cota de 16,65, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) “considera o fenômeno ‘repiquete’, quando o rio volta a desce após subida repentina”, e por isso não há previsão para liberação.

O banho no rio na primeira etapa da praia foi proibido com base no TAC assinado entre a Prefeitura, órgãos estaduais, como Bombeiros e PM, e o Ministério Público do Estado (MPE), para salvaguardar os banhistas. A interdição técnica, que tem o prazo de 45 dias, também teve laudo de apoio do CPRM.  

Obras

A Seminf informou, ainda, que está concluindo as obras de aterro na segunda etapa da praia perene da Ponta Negra. As obras foram intensificadas durante a vazante do rio que possibilitou a continuidade da ampliação da praia. Essa etapa deve ser liberada para uso quando a cota de segurança (16,40 metros) for alcançada novamente. 

Os problemas com o aterro da praia da Ponta Negra - que foi revitalizada para ser uma praia perene - tiveram início após a conclusão da reforma da primeira etapa do balneário, que demandou um aterro, feito com areia. Entre a inauguração da primeira etapa e a assinatura do TAC, 16 banhistas morreram afogados.

A interdição, segundo a prefeitura, pretende minimizar os riscos de afogamento enquanto o rio estiver na cota de alerta. Isso porque, com a vazante extrema, o trecho de água destinado aos banhistas fica mais próximo de buracos de mais de cinco metros, provocados pelo aterramento da praia.

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