Segunda-feira, 01 de Junho de 2020
EM ALERTA

Secretarias de Educação do Estado e de Manaus monitoram risco de coronavírus

Casos suspeitos são monitorados junto às autoridades de Saúde e providências cabíveis para prevenção são tomadas. Pastas não descartam medidas mais severas no futuro, caso a doença seja confirmada no Amazonas



corona_xxxxxxx_48EB206E-E709-4B1F-96D3-1856EC16B457.JPG Secretarias informaram que têm tomado medidas contra o coronavírus. Foto: Nathalie Brasil/Semcom
12/03/2020 às 07:06

As secretarias de Educação do Estado (Seduc) e capital (Semed), que possuem mais de 700 mil alunos matriculados no Amazonas, não descartam ter que adiantar as férias do ano letivo na rede pública por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) no mundo. A medida, no entanto, ainda não está nos planos dos órgãos, que continuam monitorando os casos suspeitos junto às autoridades de Saúde e tomando as providências cabíveis nesse momento.

Até o fechamento desta edição, na noite de ontem, segundo a Fundação de Vigilância Sanitária (FVS-AM), havia três casos suspeitos do vírus no Amazonas e um total de 52  casos confirmados no País. Pela manhã, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a situação da doença no mundo como uma pandemia, com 118 mil  infectados e 4.291 mortos em 114  países desde o início deste ano.



“Caso haja necessidade da secretaria de intervir no calendário escolar 2020, ela, assim, o fará”, informou a Seduc em nota ao A CRÍTICA. A pasta ressaltou que desde fevereiro tem se reunido com a FVS-AM e outros órgãos para traçar propostas e medidas com o objetivo de conscientizar a população amazonense sobre o Covid-19.

Nesses encontros, a secretaria estadual sugeriu, por exemplo, a realização de uma série de reuniões com todas as sete Coordenadorias Distritais de Educação (CDEs) e a distribuição de revistas e folderes educativos às unidades de ensino da rede estadual.

A Seduc informou ainda que solicitou da FVS-AM nota técnica, boletins atualizados e mapa de reincidência das síndromes virais no Estado para serem repassados às CDEs e Coordenadorias Regionais de Educação (CREs). A secretaria também deverá realizar videoconferências, por meio do Centro de Mídias de Educação do Amazonas (Cemeam), para que a sensibilização chegue também às escolas do interior.

A pasta destacou que essas ações possuem fins educativos e que já foram postas em prática em 2019, quando houve mobilização de combate ao vírus  H1N1 no Estado do Amazonas. A intenção é que as ações atendam a todos aos mais 400 mil alunos e aos mais de 30 mil servidores da rede estadual de ensino na capital e no interior.

Por sua vez, a Semed de Manaus informou que até o momento as férias escolares do município não serão adiantadas, mas também ressaltou que se houver necessidade de qualquer mudança, por conta da situação do Covid-19, todas as providências necessárias no âmbito escolar serão tomadas.

O órgão informou que as atividades educativas de prevenção nas escolas da rede municipal de ensino para minimizar a transmissão do coronavírus serão realizadas em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

Uma capacitação para alinhar os detalhes da ação deve ser realizada na próxima semana. “A Semed também já iniciou uma campanha orientativa às escolas e prédios administrativos com informações em cartazes e folders sobre prevenção, sintomas e cuidados. A intenção é potencializar as informações e criar uma rede colaborativa de combate ao vírus não apenas nas unidades de ensino, como nas comunidades do entorno”, informou.

A Prefeitura de Manaus realiza hoje, a partir das 9h, uma série de visita às feiras, mercados, galerias e shopping populares coordenados pelo Município, promovendo ação de panfletagem para reforçar junto aos permissionários orientações e medidas de prevenção ao vírus.

Desafio

O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado do Amazonas (Sinepe-AM) informou ao jornal A CRÍTICA que as instituições associadas, por enquanto, não possuem pretensão de interromper as atividades por conta da pandemia.

Em nota à equipe de reportagem, a entidade representativa das escolas particulares  ressaltou que tem buscado atuar de forma preventiva junto a seus associados, indicando que, em circular, orientem para que estudantes com os sintomas de gripe e resfriados evitem frequentar as aulas.

“Além disso, que também alertem sobre a importância da utilização, de forma individual, do álcool em gel e a higienização das mãos”, diz a entidade.

Outra orientação do sindicato é para que as escolas disponibilizem álcool em gel em suas dependências e procurem deixar as salas de aula arejadas nos intervalos.

Repórter de A Crítica

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