Sexta-feira, 17 de Janeiro de 2020
GREVE

Secretário de Educação falta sessão na ALE para discutir greve dos professores

Segundo o secretário executivo da Seduc, Marcelo Campbel, Lourenço Braga não foi à Assembleia Legislativa por questões de segurançaSegundo secretário executivo da Seduc, Marcelo Campbel, a falta foi motivada “por questões de segurança”



d1e541ef-caf9-4caf-b1a7-476a6420e1fc.jpg Foto: Euzivaldo Queiroz
03/04/2018 às 11:55

O secretário de Estado de Educação (Seduc), Lourenço Braga, não compareceu à sessão especial na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE), marcada para hoje (3) com objetivo de discutir a greve dos professores. Lourenço apresentaria justificava à proposta feita pelo Governo do Amazonas para reajuste de 14,57% dos salários. A categoria exige 35%.

Segundo o secretário executivo da Seduc, Marcelo Campbel, Lourenço Braga não foi por questões de segurança. “Na realidade o convite chegou no fim da tarde de ontem e nós preparamos toda uma apresentação para mostrar aqui, mas se criou todo um clima de intranquilidade, insegurança, um clima completamente hostil. Nunca vi a Aleam abrir as portas às 6h da manhã... se criou um ambiente de hostilidade ao secretário Lourenço, que não merece isso”, justificou o secretário executivo.



A coordenadora do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom), Helma Sampaio, classificou como grosseria a atitude do secretário de faltar a sessão e afirmou que o Governo do Estado deve se retratar. “Não estamos ameaçando ninguém, não criamos ambiente hostil, estamos aqui cobrando que nossos direitos sejam respeitados”, disse.


Secretário executivo da Seduc, Marcelo Campbel (Foto: Euzivaldo Queiroz)

Avenida interditada

Devido à falta de Lourenço, os professores iniciaram uma nova manifestação, desta vez interditando a via em frente à sede da ALE, a avenida Mário Ypiranga Monteiro, no sentido Centro/bairro. Munidos de cartazes, faixas e bandeiras, os professores rechaçaram a atitude do secretário da Seduc e exigiram uma resposta.

Dentro da ALE, parlamentares se revezaram na tribuna durante debate sobre a greve da categoria. O deputado Luiz Castro (Rede) afirmou que poderia provar que “o governo pode conceder um reajuste bem além da proposta” de 14,57%. Segundo o parlamentar, a arrecadação do Estado vem aumentando e, assim, haveria dinheiro nos cofres públicos para dar um reajuste aos professores.


Foto: Euzivaldo Queiroz


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.