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Cotidiano, Saúde, Médicos, Susam, Wilson Alecrim, MEC, CFM

Secretário de Saúde aponta a falta de médicos no Amazonas como o principal problema do setor

Em entrevista a uma rádio local, na manhã desta quarta-feira (6), Alecrim informou que governo estadual vem investindo na construção de hospitais, na aquisição de equipamentos, entretanto a falta de recursos humanos, compromete os trabalhos na área de saúde no Amazonas 06/02/2013 às 20:43
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Segundo o secretário Wilson Alecrim, 400 médicos atendem o interior do Amazonas
acritica.com Manaus

A falta de médicos não só em Manaus, bem como no interior do Amazonas, foi apontada pelo secretário de Estado de Saúde (Susam), Wilson Alecrim, como os motivos das críticas feitas nesta terça-feira (5), pelo governador do Amazonas, Omar Aziz, durante a Sessão Especial da abertura dos trabalhos legislativos de 2013, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM).

Em entrevista a uma rádio local, na manhã desta quarta-feira (6), Alecrim informou que governo estadual vem investindo na construção de hospitais, na aquisição de equipamentos, entretanto a falta de recursos humanos, compromete os trabalhos na área de saúde no Amazonas.

“No interior infelizmente não temos médicos o suficiente. Há apenas 400 profissionais para atender todo o interior do estado. O déficit não é só aqui, mas em outras partes do País”, desabafou.

Indagado a respeito do sistema de revalidação de diplomas de profissionais que se forma no exterior, pelo Ministério da Educação (MEC) – considerado muito rígido por alguns -, Alecrim salientou que infelizmente não há outro caminho a ser adotado que não seja por meio de uma avaliação nos referidos casos.

Uma solução a curto prazo apontada por ele, seria o chamamento de médicos portugueses e espanhóis para atuar no País, e a médio prazo a ampliação do número de vagas nos cursos de Medicina.

 A falta de capital humano na área médica no interior do Amazonas foi explicada por ele, a partir do hospital do município de Eirunepé – situado a 1.245 quilômetros de Manaus.

Segundo Wilson Alecrim, a referida unidade de saúde dispõem de 80 leitos, porém não há mais de 20 pacientes internados no local, devido a falta de profissionais.

“O hospital de Eirunepé tem apenas seis médicos, quando o ideal seriam 25 médicos”, salientou.

O secretário de Saúde não descartou a possibilidade de enfrentar os mesmos problemas no hospital de Tabatinga – localizado a 1.105 quilômetros da capital -, que funcionará com 50 leitos, quando o mesmo for inaugurado.

“A mesma dificuldade também é enfrentada pelo Exército nas cidades de Tabatinga e São Gabriel da Cachoeira, onde as Forças Armadas prestam ajuda ao SUS”, destacou.

Estatísticas

Dados do MEC revelam que aproximadamente 13 mil pessoas se formam em Medicina anualmente no País.  O número atual de profissionais seria de mais de 370 mil.

Conforme o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Região Sudeste concentra 56,38% dos médicos do País, seguida da Região Nordeste, com 16,96%; Sul, com 14,94%.

O Centro-Oeste concentra 7,52% destes profissionais, enquanto a Região Norte dispõem apenas de 4,21%.

Enquanto o MEC aponta um número de 1,8 médicos por mil habitantes no País, o CFM apresenta uma média de 1,95 médico por mil habitantes no País.

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