Segunda-feira, 06 de Julho de 2020
SAÚDE PÚBLICA

Secretários do AM defendem remanejamento de fundo para pagar empresas de saúde

Secretário da Fazenda afirmou que as contas do Estado estão em dia e que o “desequilíbrio” nas contas só acontece na Saúde por conta do déficit herdado



coletiva_6EA1A179-B0AA-462F-9320-C64F5998AEED.JPG Foto: Jander Robson
13/11/2018 às 18:49

Os secretários da Saúde, Francisco Deodato, e da Fazenda, Alfredo Paes, falaram na tarde desta terça-feira (13) sobre Projeto de Lei que trata do remanejamento de recursos para pagar empresas médicas que prestam serviços para o Estado. Deodato justificou a necessidade do remanejamento do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FIT) baseado nos atrasos de pagamentos encontrados pela atual gestão, com déficits de R$ 575 milhões, e enfatizou que o cronograma de pagamento foi seguido conforme o planejado.

“O fluxo normal de pagamento no Brasil inteiro ocorre 60 dias após o mês, portanto, o dinheiro do SUS, quando chega no Estado, é de 60 dias atrás. Nós temos um fluxo que demonstra que foi pago mês a mês porque todos os meses houve pagamento. No entanto, não houve tempo de pagar o que tinha para trás, e isso é uma coisa que já dizíamos desde a primeira entrevistas que demos, em dezembro de 2017”, disse o secretário da Saúde, ressaltando que as empresas médicas receberão neste mês o equivalente a agosto.



A expectativa é que a PL seja aprovada nesta quarta-feira (14) pelos parlamentares. O deputado Vicente Lopes (PV) tenta articular com seus pares a aprovação da matéria e propôs uma emenda para que 80% do valor remanejado seja para atender as necessidades da Saúde. “Num valor global, são R$ 150 milhões, sendo R$ 122 milhões exclusivamente para o setor da Saúde”, afirmou.

O secretário da Fazenda afirmou que as contas do Estado estão em dia e que o “desequilíbrio” nas contas só acontece na Saúde por conta do déficit herdado.  Paes disse ainda que o planejamento não compromete as verbas do FTI.

“Existe um fluxo de caixa e a gente sabe exatamente onde precisa tomar as providências com antecedência, criamos a alternativa de remanejar essa verba para a Saúde porque é prioridade. Estamos tranquilos porque esse foi o planejamento que fizemos”, garantiu.


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