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Manaus
EDUCAÇÃO

Seduc vai usar materiais didáticos regionais nas escolas do Amazonas em 2019

O programa “Amazonas Didático” foi lançado nesta segunda-feira pelo secretário de educação Lourenço Braga. Ele destacou também a criação da primeira editora pelo Governo do Estado 01/10/2018 às 16:47 - Atualizado em 01/10/2018 às 16:58
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Foto: Divulgação
acritica.com Manaus (AM)

Suplementos didáticos regionalizados que atendam às necessidades de estudantes e professores do Amazonas serão uma realidade nas escolas da rede pública estadual em 2019. A proposta faz parte do programa “Amazonas Didático”, lançado na manhã desta segunda-feira (1º), pela Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino do Amazonas (Seduc-AM).

O lançamento do programa foi realizado no auditório da Escola Estadual de Tempo Integral Senador Petrônio Portella, localizada no bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste de Manaus. 

Os suplementos didáticos, a princípio, são direcionados a estudantes do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental de escolas de Manaus e do interior do Estado e estarão disponíveis nas unidades de ensino a partir do 2º semestre de 2019. A próxima etapa do programa atenderá aos alunos do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Valorização

De acordo com o secretário de Educação do Amazonas, professor Lourenço Braga, o programa, além de melhorar o ensino no Estado, é também uma valorização da qualidade técnica dos professores da rede estadual. 

“A gente tem tanto professor competente, tanto técnico de qualidade, duas universidades públicas, mais de dez universidades particulares, e a gente importando conhecimento, trazendo livros de outras regiões do País, com os nossos técnicos e professores colocados de lado. Resolvemos fazer um programa não para nos rebelarmos contra os outros estados. Nós não queremos perder a necessária configuração genérica, global, do conhecimento, mas a gente não precisa mostrar um trem como meio de transporte para o caboclo amazonense. Que tal mostrar uma canoa ou um motor de rabeta? A gente tem esse conhecimento e a gente tem essa realidade. É nesse sentido de prestigiar a qualidade técnica dos nossos professores que resolvemos implantar esse programa, que vai nos permitir, em 2019, ter todos os nossos livros escritos aqui e entregues aos nossos professores e alunos, para estudarem o mundo a partir daqui, para estudarem a história geral a partir da história do Amazonas, para conhecer o Brasil a partir do interior do Amazonas”, afirmou Braga. 

Editora própria

Durante o lançamento do programa, Braga também destacou a criação da primeira editora pelo Governo do Estado. 

“Para que isso ficasse mais consolidado, o Governo criou uma editora. Agora, a Secretaria de Educação tem a sua própria editora. É a editora Educação Amazonas. Estamos lançando os dois programas hoje e eu digo que esta é uma festa da educação, que tem vivido momentos muito significativos para mudar a qualidade do ensino e atender melhor as nossas crianças e os nossos jovens”.

Material complementar

A coordenadora do programa, Luciana Cáuper, explicou que o material didático funcionará como um complemento dos livros didáticos que já são utilizados nas escolas da rede estadual. 

“Esse conteúdo é contextualizado, interdisciplinar, regionalizado, está pautado na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), na proposta curricular do Estado. Aderimos ao programa do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) e esse material vem como um suplemento didático, traz questões contextualizados, que vão também atender avaliações externas, o dia-dia do nosso aluno, do nosso caboclo, do nosso indígena e do ribeirinho, questões próprias regionais, tudo isso aliado à pesquisa científica, tecnologia”, explicou Cauper. 

 

A produção do material didático conta ainda com a parceria da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). 

Produção regionalizada

A coordenadora da área de Matemática e uma das autoras do primeiro livro da disciplina, lançado nesta segunda-feira, Rosilei Cardozo, contou que participar do programa foi uma experiência gratificante, por ser um desejo antigo como professora.

“Gostei muito de participar do projeto. Há muito tempo, enquanto professora de sala de aula tinha essa inquietação pelos nossos livros, nossos materiais didáticos serem produzidos na região sul. Eles vinham com um contexto muito diferente da nossa realidade e isso sempre me incomodou e a oportunidade de participar desse programa me encantou logo de início”, disse.

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