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Manaus
Saúde

Alfredo da Matta faz mais de sete mil atendimentos este ano em Manaus

Eventos detectaram 55 novos casos de hanseníase, além de 39 de câncer de pele, 26 de ceratose actínica e 28 de psoríase. Ambos, doenças que causam sérios danos a pele 01/08/2016 às 12:34
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O 5º Mutirão Dermatológico da Fuam aconteceu sábado na Policlínica Djalma Batista, bairro da Compensa, Zona Oeste (Winnetou Almeida)
Silane Souza Manaus (AM)

Nas nove ações de saúde, entre mutirões e atividades voluntárias com instituições parceiras, que a Fundação Alfredo da Matta (Fuam) realizou neste ano foram feitos mais de sete mil atendimentos e expedido quase 4 mil exames dermatológicos, o que resultou na identificação de 55 novos casos de hanseníase, além de 39 de câncer de pele, 26 de ceratose actínica e 28 de psoríase. Ambos, doenças que causam sérios danos a pele. Isso sem conta com os atendimentos do evento realizado no final de semana.

A preocupação dos especialistas é que essas pessoas deixaram de procurar um dermatologista e só souberam da doença porque houve uma ação nas proximidades de onde mora. O que é muito sério uma vez que quanto mais tempo se leva para descobrir uma doença mais complicado se torna seu tratamento e cura. “É por isso que nós promovemos os mutirões dermatológicos com objetivo de detectar casos precoces”, disse a diretora de Ensino e Pesquisa da Fuam, Mônica Santos.

No último sábado, a Fundação Alfredo da Matta, unidade vinculada à Secretaria Estadual de Saúde (Susam), realizou, de 8 às 12 horas, o 5º Mutirão Dermatológico. O atendimento ocorreu na Policlínica Djalma Batista, na rua 23 de Dezembro, bairro da Compensa, Zona Oeste. Na ocasião, foram oferecidos serviços como triagem, exames de pele e consultas dermatológicas, além de atividades educativas sobre hanseníase, sífilis e HIV/Aids. Em torno de 700 pessoas receberam atendimento no local.

Conforme Mônica, a ação é chamada de 'extra-muro' porque leva toda a equipe da Fuam ao local de atendimento na comunidade. “Vem da recepcionista ao médico. Os que podem ser tratados no local, os casos mais simples, na mesma ocasião saem com receita, inclusive trazemos também nossa farmácia. Os que não podem por incidência de exame, biópsia, os mais complexos, são encaminhados a Fundação Alfredo da Matta para novos exames e para iniciar tratamento”, afirmou.

A manicure Edneuza de Azevedo, 48, foi uma das pessoas que procuraram o mutirão para se consultar com um dermatologista. Ela estava preocupada com um problema que apareceu nas unhas que deixou a pele dos dedos de seu pé ferida. Após o atendimento, saiu com os remédios para o tratamento. “Já sai com o remédio que devo usar para curar a micose”, declarou, frisando a importância da ação realizada no dia de sábado e não durante a semana quando muitos não têm tempo para ir ao médico. 

Mutirão

A ação de sábado foi uma parceria da Susam/Fuam com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e levou à Policlínica Djalma Batista equipe de profissionais formada por: 14 médicos dermatologistas, 3 médicos residentes, 8 técnicos para triagem dermatológica, 6 aconselhadores (para pré e pós teste de sífilis e HIV/Aids), 3 farmacêuticos bioquímicos para dispensação de medicamentos, além de 20 profissionais para apoio.

Testagem sorológica para sífilis e HIV/Aids

Além dos serviços de triagem, exames de pele e consultas dermatológicas, também foram oferecidos no mutirão de atendimento da Fundação Alfredo da Matta testes rápidos para sífilis e HIV/Aids – com aconselhamento pré e pós-testagem. “É um exame importante, confiável e rápido. Em menos de meia hora a pessoa tem acesso a informação se teve ou não contato com o vírus HIV ou bactéria da sífilis”, destacou o doutor Carlos Braga.

Conforme ele, que é gerente do setor de Doenças Sexualmente Transmissíveis da Fuam, este ano, a incidência de sífilis na população de Manaus aumentou de 30% a 40% em relação ao ano passado. “Isso tem nos preocupado e indica que precisamos difundir mais a questão do uso do preservativo. A sífilis é um indicador de que as pessoas estão tendo relação sexual sem o devido cuidado. O uso do preservativo é a maneira mais prática e segura de não se expor a doença”, frisou.

Em relação HIV/Aids, Braga contou que o número de casos é preocupante também, principalmente entre jovens de 16 a 24 anos. “A incidência de Aids entre os jovens desta faixa etária em Manaus tem sido a maior do país. Essas pessoas entram em contato com o vírus HIV porque estão tendo relação sexual com parceiros desconhecidos sem o uso do preservativo, que ainda é o método mais seguro de prevenção”, alertou.

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