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Segunda etapa da 'Campanha de Combate às Hepatites' Virais começa em Manaus

Até o dia 31, serão oferecidos à população testes rápidos para Hepatite B e C, além da distribuição de 300 mil preservativos masculinos e femininos, testes rápidos para HIV e Sífilis, e palestras de orientação 25/07/2016 às 18:18
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Até o fim da semana, serão oferecidos à população testes rápidos para Hepatite B e C, além da distribuição de 300 mil preservativos masculinos e femininos, testes rápidos para HIV e Sífilis, e palestras de orientação. Os serviços fazem parte da segunda etapa da Campanha de Combate às Hepatites Virais, iniciada nesta segunda-feira, 25, em Manaus.

A campanha, coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), será realizada em 129 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e em pontos estratégicos da capital, como escolas, centros comerciais, salões de beleza e nos terminais de ônibus T1 e T5. Comunidades como São Pedro, Ephigênio Sales, Ada Viana, Pau-Rosa, Livramento, Fátima e Auxiliadora também estarão recebendo a atenção das equipes de saúde em nove Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

De acordo com a chefe do Núcleo de Controle das DST/AIDS e Hepatites Virais da Semsa, Adriana Souza, mais de mil servidores da Semsa estarão envolvidos na campanha, que conta também com a participação do Fórum OSC AIDS, da Rede de Amizade, RNP+ (Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids), Katiró, do Fórum de Prevenção e de Organizações da Sociedade Civil.

O secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão Neto, explica que as ações de prevenção, incluindo os testes de diagnóstico, são essenciais para a redução dos casos de hepatite, considerada uma doença silenciosa pela ausência inicial de sintomas. “As hepatites B e C podem se tornar doenças crônicas graves, podendo levar à cirrose ou ao câncer de fígado”, disse o secretário.

Segundo a Semsa, estes vírus podem ser transmitidos por relação sexual desprotegida, pelo compartilhamento de seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos que furam ou cortam. Os vírus também podem ser transmitidos da mãe para o filho durante a gravidez, o parto e a amamentação.

A primeira etapa da campanha foi executada nas zonas Rural e Ribeirinha, totalizando 21 comunidades. Nestes locais, a Unidade Móvel de Saúde Fluvial Catuiara percorreu as margens dos rios Negro e Amazonas, oferecendo aos moradores testes, vacina, preservativos e material informativo.

O Sistema de Notificação de Agravos (Sinan), no período de 1º de janeiro a 18 de julho de 2016, registrou 224 novos casos de hepatites virais. Contudo, em comparação ao mesmo período de 2015 houve uma diminuição de 37,6% nas notificações de casos.

Prevenção

Os tipos mais comuns de hepatite no Brasil são as causadas pelos vírus A, B e C, mas ocorrem, de forma menos frequente os tipos D e E. Diferentemente das hepatites B, C e D, transmitidos por via sexual, por sangue contaminado ou de mãe para filho, os tipos A e E tem como principal via de transmissão o contágio oral-fecal, ou seja, por condições precárias de saneamento e pelo contato com água e alimentos contaminados.

As medidas de prevenção contra as hepatites B e C incluem usar preservativo em todas as relações sexuais, exigir materiais esterilizados ou descartáveis em estúdios de tatuagem e de piercings, não compartilhar instrumentos de manicure e pedicure, não usar lâminas de barbear ou de depilar de outras pessoas, e não compartilhar agulhas, seringas e equipamentos para drogas inaladas e pipadas, como o crack.

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