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Segundo denúncia, estudantes usam entorno do Teatro Amazonas para beber e se drogar

Estudantes, a maioria menores de idade, de escolas do Centro se reúnem nos cantos escuros da área externa no teatro para “baladas” suspeitas 03/04/2013 às 11:05
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Grupo, com aproximadamente 60 estudantes, começa a chegar ao estacionamento do Teatro Amazonas assim que as aulas encerram, no final da tarde
Náferson cruz ---

Um dos principais monumentos históricos de Manaus, o Teatro Amazonas está servindo de ponto de encontro de estudantes de escolas localizadas no Centro para “baladas” regadas a bebida alcoolica e, segundo denúncia, a drogas. As “festinhas” acontecem no fim da tarde na área externa do prédio centenário.

Em uma das cenas flagradas por A CRÍTICA, um grupo composto por oito estudantes conversava  enquanto que um cigarro  passava de mão em mão.  Os jovens, todos menores de idade, não se preocupavam em serem vistos fumando livremente, sem se importar com os turistas  que passavam pelo local . 

Segundo informações de vendedores ambulantes e proprietários de estabelecimentos comerciais que atuam no entorno do Teatro Amazonas e  Largo de São Sebastião  ao menos 60 estudantes se reúnem todos os dias a partir das 17h30 nas dependências externas do teatro.

Muitos ficam sentados nas escadas nos fundos do prédio, com acesso pela avenida Eduardo Ribeiro. Outros, mais acima, nas portas do prédio, aproveitam a baixa iluminação para acenderem cigarros. A todo instante é perceptível reflexos de luzes provenientes de isqueiros.

Informações obtidas entre os alunos dão conta de que o encontro é marcado por meio das mídias sociais. Eles disseram ainda que vão até o local para se divertir após as aulas. Apesar da concentração de estudantes ocorrer no final da tarde, muito antes, por volta das 15h, uma pequena parcela de estudantes é notada nos bancos da praça de São Sebastião, horário em que deveriam estar em sala de aula.

Todos os moradores e comerciantes da área vivem apreensivos com o risco que correm e com o descaso que o local está sofrendo. “É necessário que alguma providência seja feita para recuperar este prédio que faz parte da história da nossa cidade”, alertou a universitária Janaína Martinez Pereira, 29, moradora do Centro.

Guarnição

No Teatro Amazonas há aproximadamente oito guardas que fazem a vigilância do local, sem contar com os que fazem o mesmo serviço na praça de São Sebastião. Mas, no período noturno o número de guardas é bem menor. Eles chegam até a se intimidar devido a grande quantidade de adolescentes, todos estudantes de escolas localizadas na região central de Manaus.

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