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RADARES

Sem a fiscalização eletrônica há um ano, pedestres reclamam do perigo no trânsito

Enquanto os radares não são implementados, pedestres reclamam do excesso de velocidade em que os motoristas trafegam nas ruas e avenidas que contavam com esses equipamentos, principalmente as que recebem um grande fluxo de veículos 16/03/2016 às 16:20 - Atualizado em 16/03/2016 às 16:25
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Enquanto os radares não ‘voltam’, motoristas abusam da velocidade (Márcio Silva)
Marcela Moraes MANAUS

Há praticamente um ano desativados por conta da licitação suspensa após denúncia de irregularidades, os radares de fiscalização de velocidade continuam sem previsão para implantação. Assim como em todas as vezes anteriores em que foi questionado por A CRÍTICA, ontem, mais uma vez, o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) respondeu apenas que a nova licitação para a instalação dos radares “está sob análise”.

Enquanto os radares não são implementados, pedestres reclamam do excesso de velocidade em que os motoristas trafegam nas ruas e avenidas que contavam com esses equipamentos, principalmente as que recebem um grande fluxo de veículos.

A auxiliar de escritório Iva Barreto, 36, cita a avenida Governador José Lindoso (das Torres) como um exemplo de onde os motoristas aproveitam a ausência dos radares para ultrapassarem o limite de velocidade estabelecido. “Eles (os condutores de veículos) sabem que neste momento não serão punidos, então aproveita para trafegarem em alta velocidade, isso com certeza aumenta as chances de ocorrerem acidentes graves que podem levar à morte de alguém”, disse.

Todos os dias a diarista Sigrid Cavalcante precisa atravessar a alameda Cosme Ferreira, no bairro Coroado, Zona Leste, para levar o filho de sete anos à escola. Ela também reclama do excesso de velocidade dos veículos na avenida e da falta de respeito dos motoristas, mesmo com a presença da faixa de pedestres.

“É uma luta para conseguirmos atravessar aqui, os motoristas não respeitam os pedestres, além disso muitos passam em alta velocidade. Os radares eletrônicos deveriam voltar o mais rápido possível para tentar inibir esses motoristas, até para, quem sabe, dar um pouco de segurança para nós, porque eles não respeitam a nem faixa de pedestres”, relatou.

Imbróglio

O contrato com a empresa paulista Consladel, responsável pelos radares de fiscalização eletrônica de velocidade, havia sido denunciado pelo Centro de Apoio Operacional de Inteligência, Investigação e de Combate ao Crime Organizado (Cao-Crimo) do Ministério Público Estadual (MPE) como “viciado”.

Na ocasião, o Manaustrans informou que, para amenizar os efeitos negativos provocados pela desativação dos equipamentos, radares portáteis seriam utilizados nos principais corredores de tráfego da cidade, o que pouco foi visto nas ruas.

Em maio do ano passado, a prefeitura abriu uma nova licitação, que foi suspensa dias depois, a partir da representação da empresa Splice Indústria, Comércio e Serviços Ltda., que alegou ilegalidades e restrição ao caráter competitivo.

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