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Manaus
SEM NEGÓCIO

Grupo de professores deflagra greve na rede pública do Estado a partir da próxima semana

Após uma assembleia geral que reuniu mais de mil pessoas, associação rejeita acordos feitos pelo Sindicato com o Governo e promete parar atividades 16/03/2018 às 17:23 - Atualizado em 17/03/2018 às 10:58
Danilo Alves Manaus (AM)

Um grupo de professores da rede pública do Estado deflagrou greve a partir da quinta-feira (22), da próxima semana. A decisão, tomada na tarde desta sexta-feira, após assembleia geral, vem como resposta à contraproposta oferecida pelo Governo do Estado, que não acatou o pedido de reajuste salarial da classe.

Quem lidera o movimento é o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (AspromSindical), um grupo que faz oposição ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam). Desde quarta-feira funcionários públicos do setor da educação fazem manifestações e paralisações, em estado de indicativo de greve.  

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) afirmou que respeita o direito de manifestação dos professores, mas que está "com o canal aberto e ativo com os representantes legais da categoria", referindo-se ao Sinteam. 

Na Praça da Polícia, aproximadamente mil professores e alunos que apóiam a causa se reuniram para tratar o assunto e discutir a proposta do Governador Amazonino Mendes para solucionar a situação. A categoria reivindica 30% de reajuste salarial e mais 5% de aumento real de salário, totalizando um índice de 35%.

“O governador ofereceu, de contraproposta, 4,57%. Rejeitamos, claro. Esse percentual chega a ser vexatório. Sabemos que eles têm dinheiro”, disse Helma Sampaio, coordenadora geral da Asprom.

A representante completa afirmando que a categoria vai cumprir as 72 horas de prazo para comunicar o governo e, aí sim, entra em greve. O documento será entregue na segunda-feira, na quinta inicia a total paralisação. Enquanto isso, os professores pretendem manter os atos de manifestação e visitas às escolas para conscientizar alunos.

Cabo de guerra com o Sinteam

Enquanto a Asprom protesta e rejeita as propostas, representantes do Sinteam, se reuniram com o governador na tarde desta sexta-feira para fechar o decreto que adota parte das demandas da classe. Foram assinado os decretos de promoções verticais, para 3.516 professores que concluíram cursos de especialização, e do auxílio-refeição no valor de R$ 220 para todos os servidores da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade (Seduc), direto na folha de pagamento, e mais R$ 200 para o docente e/ou pedagogo que estiver em atividade na sala de aula, totalizando R$ 420.

Plano de saúde

Por orientação do governador, o Sinteam, em conjunto com a Procuradoria Geral do Estado (PGE), irá buscar medidas judiciais para que sejam cumpridas as cláusulas do contrato firmado com a Hapvida, para que os professores que atuam no interior sejam contemplados com serviços da rede de assistência do plano. 

Data base

O Governador declarou que pagará de forma gradativa, sem infringir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), as datas bases dos anos de 2015 e 2016, conforme limite prudencial baseado na receita do Estado. Em relação ao pagamento da data base de 2017, estipulado pelo governo em 4,57%, ainda segue em análise pelo sindicato da categoria. 

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