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Manaus
SEGURANÇA

Sem apoio entre países não há como acabar com problemas nas fronteiras, diz ministro

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, está em Manaus participando de um encontro com os comandantes das Forças Armadas do Brasil e Colômbia, para dialogar sobre a segurança na fronteira entre os países 31/01/2017 às 13:33
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Foto: Aguilar Abecassis
Rafael Seixas Manaus (AM)

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, comentou sobre as dificuldades de fazer a segurança nas fronteiras da Amazônia durante a reunião realizada nesta terça-feira (31) na sede do Comando Militar da Amazônia, no bairro Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus. Segundo ele, existe uma dificuldade de logística para realizar a tarefa, mas sem o apoio dos países vizinhos não há como acabar com os crimes fronteiriços.

“Muitas vezes perguntam por que não há mais efetivos na linha de fronteira? Sustentá-los é um problema logístico que não se pode esquecer ou extrapolar. Os pelotões de fronteira têm em média 70 de efetivo. Eles contam com a segunda linha que são os batalhões que, por sua vez, tem a terceira linha que são as brigadas que chegam a 4 mil a 4.500 homens. Boa parte desses postos contam com pistas de aterrissagem, o que significa a possibilidade de deslocamento da segunda e da terceira linha para a primeira com muita rapidez, contando com a logística que temos da aeronave e toda frota fluvial”, declarou, perguntando ao comandante do 9° Distrito Naval da Marinha do Brasil, vice-almirante Luís Antônio Rodrigues Hecht, o quantitativo da esquadra que atua na fronteira do Amazonas.

“Na Amazônia temos 5 navios de patrulha fluvial, 4 navios de assistência hospitalar, que também conta com a presença do Estado, 3 navios hidroceanográficos fluviais, mais de 170 embarcações em toda a Amazônia. O efetivo do 9° Distrito Naval por toda a Amazônia é de cerca de 2.800 homens. Temos mais 5 aeronaves esquilo monoturbina que fazem o apoio, reconhecimento e interceptação em toda essa área de 2 milhões e 300 quilômetros quadrados”, respondeu o comandante.

De acordo com o ministro, não há como acabar com os problemas da fronteira sem esta cooperação dos países vizinhos, por isso a reunião com as autoridades e com as forças colombianas representa um avanço para a solução do tema.

“Não esqueçam o seguinte: é impossível resolver os problemas transfronteiriços sem contar com o apoio e cooperação dos países vizinhos. É por isso que esse encontro com a Colômbia se reverte da maior importância e significação, não só em termos de defesa e soberania, que são importantíssimos, mas também em relação a sistemas”, disse Jungmann, que está em Manaus participando de um encontro com o ministro da defesa colombiana, Luiz Carlos Villegas, e com os comandantes das Forças Armadas dos dois países, para dialogar sobre a segurança na fronteira entre Brasil e Colômbia.

O encontro é o primeiro de uma rodada de conversas bilaterais sobre defesa com os países da América do Sul, com o intuito de ampliar a cooperação no combate aos problemas que ocorrem nas fronteiras, principalmente em relação ao tráfico de drogas.

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