Domingo, 19 de Janeiro de 2020
Manaus

Sem benefício, famílias de beco na Zona Sul cobram a prefeitura de Manaus

O nível das águas do igarapé de Educandos já atingiu várias casas que ficam no beco da Bomba



1.jpg Os moradores pedem ajuda do poder público. Várias casas do beco que fica no Educandos, estão quase submersas por conta da cheia
24/05/2012 às 08:38

Com as casas alagadas e em meio às águas poluídas, moradores do beco da Bomba, no bairro Educandos,  Zona Sul, reclamam da omissão do poder público. Nesta quarta-feira (23), o rio Negro, em Manaus, atingiu a cota de 29,91 metros e os moradores relatam que ainda não receberam o benefício auxílio-aluguel, no valor de R$ 600, concedido pela Prefeitura de Manaus, por meio do programa S.O.S Enchente.

O nível das águas do igarapé de Educandos já atingiu a janela da casa de Maria Luiza, 28. A moradora conta que não tem mais condições financeiras para comprar madeira e construir marombas ou mesmo se mudar do local.



“Já gastei mais de R$ 400 para suspender o assoalho, mas  está difícil continuar morando aqui, porque minha mãe tem problemas de visão”, disse.

Ela relata que nem todas as famílias foram cadastradas pela prefeitura e que já entrou em contato com a Defesa Civil do Município, mas não recebeu nenhuma resposta.

“Eu liguei pra saber por que somente alguns moradores foram cadastrados, mas ficaram empurrando a ligação para um e para outro e não informaram nada”, contou.

Para ter acesso à casa alagada, a moradora Dilcilene Martins, 25, precisa do auxílio de uma canoa. Ela, o marido e o filho se mudaram por conta das condições precárias para continuar morando no local. “A gente tá morando aqui perto, de aluguel pago com nosso pouco dinheiro. O valor é R$ 300. Nem sequer bateram na nossa porta pra cadastrar a gente no programa”, reclamou.

Cadastramento
Cerca de 700 famílias de áreas alagadas do bairro Educandos foram cadastradas no programa S.O.S. Enchente, conforme levantamento da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh). O órgão esclareceu que o critério para o cadastro das famílias é que elas não tenham condições financeiras para pagar aluguel e ainda estejam morando nas casas alagadas durante a visita dos servidores da secretaria.

Outro motivo apontado pela secretaria para que esses moradores não tivessem sido cadastrados seria a ausência deles nas casas no dia do cadastro.

Limpeza pública
O acúmulo de lixo nas águas é outro problema enfrentado pelos moradores do beco da Bomba. A Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públicos já retirou cerca de 1,2 mil toneladas de lixo dos igarapés da capital, incluindo de Educandos. O órgão informou que os agentes de limpeza ainda passarão pelo beco da Bomba para eliminar os resíduos do local.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.