Quarta-feira, 26 de Junho de 2019
Manaus

Sem camelódromo, ambulantes vão continuar nas calçadas do Centro de Manaus

Reabertura do terminal inviabiliza a transferência de artesãos que trabalham na praça Tenreiro Aranha. Camelôs, contudo, gostaram de voltar aos velhos pontos



1.jpg Projeto de construção de um shopping popular na praça Tenreiro Aranha fracassa com a reativação do terminal central
02/08/2012 às 08:45

Com a reativação do terminal da Matriz, o projeto de construção de um camelódromo na praça Tenreiro Aranha, Centro, será abandonado pela prefeitura. O presidente do Sindicato dos Camelôs, Raimundo Sena, afirmou nesta quarta-feira (1/8) que, para este ano, a retirada desses comerciantes das calçadas da área central da cidade não tem mais solução.

No último dia 20 de junho, o diretor-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Manoel Ribeiro, anunciou um projeto de revitalização da prefeitura para o Centro de Manaus que previa a construção de um shopping popular, de dois andares, para abrigar 1.448 camelôs, do total de 2.134. Para que o projeto fosse executado, a prefeitura pretendia transferir cerca de 40 artesãos da feira de artesanato da praça Tenreiro Aranha para o terminal desativado e iria construir boxes para abrigá-los.

O Implurb informou, em nota, que “a Prefeitura de Manaus lamenta que, mais uma vez, a tentativa do poder público de retirar os vendedores ambulantes das vias do Centro e da construção de um local apropriado para abrigá-los tenha sido frustrada”.

O projeto de construção de um camelódromo na rua Theodoreto Souto foi marcada por impasses entre a prefeitura e a superintendência do Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Amazonas por conta do tombamento do Centro Histórico de Manaus.

No dia 4 de julho, o diretor-presidente do Implurb, Manoel Ribeiro, apresentou à Superintendência do Iphan  o projeto de ‘viabilização de circulação dos veículos’ que incluía a construção do shopping popular. De acordo com o Iphan, o projeto ainda está passando por uma análise técnica. Quando o projeto foi entregue, o órgão apontou um prazo de 45 dias para que essa análise fosse concluída.

A execução do projeto do Implurb ficou ainda mais complicada após a decisão de reabrir o terminal central, para onde deveriam ser transferidos os artesãos.

Mesmo sem a previsão de conseguir um  espaço mais adequado, muitos camelôs aprovaram a reativação do terminal da Matriz, principalmente, os que trabalhavam no local e precisaram sair depois que ele foi desativado. “Eu trabalhava aqui no terminal antes de ser fechado. Depois me colocaram lá para rua Marquês de Santa Cruz e minhas vendas caíram muito. Meus fregueses são os usuários de ônibus. Por isso, achei ótimo poder voltar a trabalhar aqui. Mas é lamentável a situação em que as pessoas estão, embaixo desse sol”, disse a vendedora Rosilene Ramos, 40.

Pontos

Com a volta dos usuários do transporte coletivo para o terminal da Matriz, os camelôs da Avenida 7 de Setembro que tinham sido transferidos para outras ruas do Centro, retornaram ontem para os pontos onde trabalhavam antes da implantação do terminal improvisado. Porém, lamentaram a queda nas vendas que deve ocorrer com a mudança.

 

18 de junho - Camelôs vão à Câmara Municipal reivindicar o  camelódromo.

20 de junho - O Implurb anunciou a construção na praça Tenreiro Aranha.

4 de julho - Foi apresentado ao  Iphan  o projeto do Implurb que previa a construção do camelódromo no Centro.

31 de julho - A prefeitura decidiu abandonar o projeto camelódromo na praça Tenreiro Aranha que iria abrigar 1.448 camelôs, do total de 2.134 que trabalham atualmente.

 

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