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Sem data para entrega, prédio inacabado do 16° DIP é alvo do abandono e furtos

Com atraso de mais de um ano, obra inacabada já teve forros e até mesmo o bebedouro do local furtado em plena luz do dia. Moradores das redondezas denunciam que o prédio está sendo usado por usuários de drogas. Latas de cerveja podem ser vistas no local 01/08/2015 às 11:19
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O delegado-geral disse que não tinha conhecimento que o local estava servindo de abrigo para pessoas e práticas ilícitas
Kamyla Gomes e Rafael Seixas Manaus (AM)

O prédio do 16° Distrito Integrado de Polícia (DIP), localizado no conjunto Morada do Sol, bairro Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus, que está com a obra atrasada, está abandonando e se tornando alvo de depredações, furtos e servindo de abrigo para moradores de rua.

O descaso com o patrimônio público foi flagrado por um dos moradores do conjunto, que fotografou quatro homens levando um bebedouro e forros de PVC do local. Segundo ele, os furtos no prédio incabado estão virando rotina. O morador informou também que ligou para a delegacia e que nada foi feito. Ele disse que aguardou mais de duas horas a chegada de uma viatura para ao local.


Morador denunciou furto. Foto: Divulgação

A conclusão da obra está um ano e quatro meses atrasada. A previsão de inauguração do distrito era entre fevereiro e março de 2014, segundo informou a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) ao Portal A Crítica, em matéria publicada no dia 15 de janeiro de 2014. O órgão foi procurado novamente e informou que a obras está 80% concluída.

Dentro prédio, bagunça, destruição e até latas de cerveja. Faltam forros, materiais de construção e capacetes dos trabalhadores que ergueram o prédio estão espalhados por todos os lados. O terreno do DIP está tomado por matos e objetos velhos.

                                              
Local encontra-se em total abandono. Foto: Chico Batata/Freelancer

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O delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas, Orlando Amaral, disse que não tinha conhecimento que o local estava servindo de abrigo para pessoas e práticas ilícitas. “Sabíamos que tinham pessoas lá, mas isto é de uma denúncia anterior. Dos fatos de hoje (31) ainda não estou sabendo. Solicitamos, de vez em quando, que o patrulhamento passe no local para verificar se o prédio está sendo invadido ou não por alguém”, disse Orlando Amaral.

O delegado afirmou ainda que não acredita ser verdadeira a versão dos moradores Conjunto Morada do Sol de que o prédio inacabado está sendo invadido por usuários de drogas.

Mão de obra com atraso

A Seinfra culpa a empresa responsável pelo atraso na obra e que ainda não há previsão para entrega. Em nota, o órgão ressaltou que ‘’a obra já estava realmente bem avançada quando a empresa responsável reduziu drasticamente o número de homens em ação, retardando a conclusão e entrega do referido DIP’’.

O órgão afirma também que a secretaria realizou todas as ações necessárias para que a obra fosse retomada, acionando todos os meios administrativos e legais, notificando a empresa responsável, multando-a, e por fim determinando o distrato e tornando-a inidônea. Agora, a empresa não poderá ser contratada pelo Estado pelos próximos dois anos.

Segundo a Seinfra, por conta do atraso, será feita uma nova licitação readequada aos novos preços. Por conta da burocracia, a Seinfra afirma que não há como prever uma data específica para a conclusão da construção do DIP.

Em números

As obras dos DIPs totalizam R$ 20 milhões em investimentos. As unidades fazem parte reestruturação da segurança pública determinada pelo governo, com expansão de 17 para 30 na quantidade de DIPs na capital, ampliando a cobertura em todas as zonas da cidade.

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