Sexta-feira, 24 de Maio de 2019
GREVE

Sem parcela do Escalonamento, policiais civis ameaçam parar as atividades em Manaus

O indicativo de greve foi aprovado na noite desta quinta-feira (5). As paralisações de advertência iniciam na sexta (6) com o fechamento do 1° Distrito Integrado de Polícia (DIP), no bairro Praça 14, na Zona Sul



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Caso seja constatada a greve, somente procedimentos de flagrantes deverão ser realizados em delegacias da capital. Foto: Antonio Menezes
05/01/2017 às 20:32

Aproximadamente 2,5 mil policiais civis e cerca de 7 mil militares podem parar as atividades nos próximos dias. Para a PC, a principal reivindicação é o pagamento da terceira parcela do Escalonamento, segundo informou o vice-presidente do Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil (Sinpol-AM), Odirley Araújo.

De acordo com o presidente da Associação dos Praças do Estado do Amazonas, soldado Gerson Feitosa, o novo discurso do governador José Melo de que a PM irá entrar em presídios, irritou a categoria, além também das reivindicações antigas, como promoções e datas-base.

O vice-presidente do Sinpol-AM, Odirley Araújo, informou que na próxima segunda-feira (9) um edital deve ser publicado com o indicativo da greve. “A partir deste edital haverá dez dias para decidir se haverá a greve. A intenção é parar toda a categoria e em todo o Estado”, explicou Araújo.

Na noite desta quinta-feira (5), na sede do sindicato, policiais civis se reuniram para tratar da deflagração da greve. Durante o encontro foi aprovado o indicativo de greve. “Vamos lançar o edital e teremos dez dias para fazer uma assembleia geral que vai aprovar ou rejeitar a greve. Amanhã (6) já começamos com as paralisações de advertência. Vamos fechar o 1° DIP [Distrito Integrado de Polícia – no bairro Praça 14] e ele  ficará sem nenhum  tipo de atendimento”, disse Odirley, complementando que a cada dia serão fechadas três delegacias que não funcionarão com nenhum tipo de registro.

Caso seja aprovada integralmente a greve, somente procedimentos de flagrantes deverão ser realizados em delegacias da capital. Ocorrências e investigações não devem dar seguimento com a paralisação em andamento.

Ainda segundo Araújo, toda a categoria da PC está insatisfeita com a resposta do Governo do Estado de que não haveria como pagar a terceira parcela.  No entanto, o secretário de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), Sérgio Fontes, informou que o mesmo será pago em abril, segundo o próprio governador José Melo.

Questionado sobre a possibilidade de deflagração da greve durante a crise carcerária onde mais de 150 presos de alta periculosidade fugiram e também por conta de uma possível retaliação do PCC nas ruas, o vice-presidente alegou que a greve foi o único meio encontrado pela categoria.

“Nós pensamos sim na sociedade, minha família também está inserida nela, também corremos riscos”, disse. Já o presidente da Apeam, soldado Gerson Feitosa, afirmou que no próximo sábado (7) uma assembleia deve ser realizada com toda a categoria de praças.

“Sábado, na sede da Apeam, na Torquato Tapajós,  vamos decidir se vamos entrar em greve ou não”, informou o soldado e presidente da Apeam, Gerson Feitosa. O secretário da SSP Sérgio Fontes contou por telefone que a sociedade precisa dos policiais nas ruas. “A sociedade precisa de seus policiais nesse momento de crise”, disse.


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