Publicidade
Manaus
RODOVIÁRIOS

Sem salários ou plano de saúde, rodoviários de Manaus ameaçam greve na quarta (9)

Essa paralisação, que deve ser a primeira em 2019, é uma resposta ao não cumprimento do acordo mediado pelo MPT entre empresários e rodoviários 06/01/2019 às 16:12 - Atualizado em 06/01/2019 às 17:15
Show show show 2b7beaa9 a8df 4b59 807d a537e357f15e
Foto: Arquivo A Crítica
Cecília Siqueira Manaus (AM)

Ainda com os salários do mês de dezembro atrasados e planos de saúde suspensos, rodoviários da capital amazonense ameaçam cruzar os braços a partir da próxima quarta-feira (9), sendo essa a primeira greve da categoria no ano de 2019. A nova paralisação foi discutida na tarde do último sábado (5) durante assembleia geral na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTR), na Zona Centro-Sul.

Na ocasião, o presidente do sindicato, Givancir de Oliveira, disse que a paralisação dos serviços do transporte público é em resposta ao não cumprimento do acordo mediado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), entre os empresários e a categoria. Além dos vencimentos de dezembro e janeiro, os trabalhadores alegam suspensão na prestação do serviço de saúde particular e atraso no pagamento das férias.

Durante a reunião, ficou estabelecido que, se o pagamento não for feito até terça-feira, a categoria deve manter os coletivos nas garagens até segunda ordem.

Em nota, a Prefeitura de Manaus informou que não a categoria não comunicou formalmente a possibilidade de greve e desconhece os motivos da ameaça. O município confirma que a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Agemam) realiza auditoria junto às empresas para que os motivos dos atrasos salariais sejam esclarecidos.

O Sindicato dos Transportes Urbanos de Manaus (STMU) comunicou também por meio de nota, que “quanto às férias e bloqueio de planos de saúde, essas questões são pontuais de apenas uma empresa do sistema, estando as demais em dia com os respectivos funcionários”, diz o trecho. 

Acordo

O acordo mediado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) 11ª Região, aconteceu após os motoristas e cobradores paralisarem 100% da frota do transporte público no 21 de dezembro passado, quando então a Prefeitura de Manaus anunciou que iria disponibilizar o valor necessário ao pagamento do 13º da categoria. 

Com a medida, foram repassados ao Sinetram R$ 9 milhões, que transferiu o valor aos rodoviários e a paralisação, enfim, suspensa.

Publicidade
Publicidade