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Sem temer fiscalização, ‘invasores’ ocupam espaços públicos de forma descabida em Manaus

No intuito de vender e oferecer serviços, ambulantes ocupam de forma irregular as calçadas, pelos quatro cantos da cidade, atrapalhando a vida dos pedestres 01/12/2014 às 09:42
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Na avenida Itaúba, Zona Leste, um contêiner foi colocado sobre a calçada, impedindo a passagem de pedestres, que precisam desviar o caminho pela rua
Alik Menezes Manaus (AM)

A ousadia de quem invade espaços públicos de forma irregular para vender produtos ou serviços parece não ter limites. Enquanto, no Centro, vendedores ambulantes circulam pelas ruas com produtos escondidos em bolsas e sacolas, nas zonas Norte e Leste os irregulares parecem não se preocupar com a fiscalização e já usam até contêineres, deixados sobre as calçadas, como ponto de venda.

Na avenida Governador José Lindoso (Torres), na Zona Norte, um contêiner foi instalado irregularmente sobre a calçada, no caminho do pedestre. Ele será usado para prestar serviços como de sapateiro e amolação de facas. O proprietário do ponto comercial não foi localizado para comentar a “invasão”.

A “moda” dos comércios improvisados em contêineres sobre as calçadas também já chegou a uma das áreas mais problemáticas quando o assunto é a ocupação irregular do espaço público: o bairro Jorge Teixeira, na Zona Leste. Na avenida Itaúba, um contêiner foi instalado, inicialmente, próximo à escola municipal Helena Augusta. Após reclamação dos moradores, o responsável transferiu o contêiner para o final da rua, mas ainda sobre a calçada.

A mudança não agradou os moradores, que esperavam a retirada do contêiner da calçada. De acordo com um morador, que preferiu não ser identificado, o lanche não está funcionando porque o proprietário está viajando. “Ele ainda abriu a lanchonete por uns dias aqui, depois que foi expulso lá da frente. Mas tem umas três semanas que não funciona porque ele viajou. Lá na frente, as pessoas reclamavam muito. A gente precisava andar no meio da rua. Era difícil”, contou.

Abusos

E o transtorno não era provocado apenas pelo container. A calçada em frente à escola estadual é ocupada por pelo menos quatro estabelecimentos comerciais. De acordo com a doméstica Maria Regina, as lanchonetes funcionam todas as noites e as mesas são colocadas no meio da rua. “É um perigo e um transtorno para os pedestres. Isso existe há tanto tempo que nem acredito que um dia eles vão sair daí”.

Na esquina da rua Timbiras com a rua 27, no Núcleo 3 da Cidade Nova 2, uma lanchonete ocupa toda a calçada e os pedestres precisam se arriscar nas ruas. De acordo com a universitária Pamela Castro, 22, o lanche começa a funcionar às 18h, mas a população é prejudicada desde cedo. “Por ser uma área comercial, o fluxo de pessoas aqui é muito intenso todo o tempo e piora à noite, quando o lanche está funcionando”, afirmou.

O transtorno continua em várias partes da rua 27. Uma empresa de refrigeração ocupa a calçada de uma ponta à outra. O proprietário, Vivaldo Paiva Correa, afirmou que há dois meses recebeu uma “visita” de uns fiscais da prefeitura que o orientaram a desocupar a calçada. “Eles me disseram para limpar a calçada para o povo passar, mas não me deram prazo nenhum. Eu já joguei muita coisa, está bem mais limpo. Já dá até para passar aí”, disse.

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