Domingo, 19 de Maio de 2019
POTENCIAL DESPERDIÇADO

Secretaria de Meio Ambiente quer revitalizar e fazer do Parque Sumaúma autossustentável

Órgão traçou plano de resgate do parque que ocupa 53 hectares de mata nativa em pleno coração urbano de Manaus



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Primeiros anos do parque foi de badalação, mas público hoje é bem menor. Foto: Fotos: Yasmin Feitosa - 15/ janeiro/2019
16/01/2019 às 02:36

Com 53 hectares de mata nativa em pleno coração urbano de Manaus, o Parque Estadual Sumaúma (Cidade Nova, Zona Norte) surgiu há 15 anos com a promessa de ser um espaço de lazer e refúgio para a população. Estrutura e espaço têm de sobra, contudo, com o passar dos anos, a falta de reformas deu um ar de abandono ao lugar, que é considerado a primeira Unidade de Conservação Estadual localizada dentro da cidade. A revitalização do parque está entre as primeiras ações planejadas pela nova gestão da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

“Hoje em dia o parque ainda é relativamente visitado por pessoas que vêm fazer exercícios físicos ou por excursões de escolas e de igrejas”, diz o estudante de engenharia ambiental Adriano Matos, um dos estagiários que trabalham como guia no local. Nada perto da badalação que cercou o parque quando inaugurado em 2003, com trilhas, parquinho e esculturas de animais e lendas amazônicas, assinadas por artistas parintinenses – época que o espaço chegava a receber a visita de mais de cem pessoas em apenas um dia.

Ou seja, há ali muita potencialidade turística e de lazer desperdiçada, pois o parque conta com uma área de proteção atraente não só para pesquisadores como também para pessoas interessadas em conhecer a biodiversidade da região – onde é possível ver de perto animais silvestres livres, como macacos (bandos de sauim-de-coleira são comuns por lá), pássaros e até mesmo cobras.

“O parque tem potencial para ser um lugar bastante visitado. A ideia é que [com a revitalização] as famílias venham e passem o dia. Para isso, estamos buscando parceria público-privada para tornar o lugar mais atraente. As conversas têm avançado”, explica o gerente  de Unidades de Conservação da Sema, Kleber Bechara.

Além da reforma das esculturas espalhadas pelo parque e das pontes de madeira das trilhas (já comprometidas pela ação do tempo), uma das ideias é construir um espelho d’água como viveiros de peixes amazônicos e quelônios.

“Outra ideia é ampliar o estacionamento, de modo que possa sediar feiras (criativas, orgânicas, artesanais, etc) e reformar o centro de visitantes, localizado bem à entrada, para a realização de atividades culturais com viés ecológico. Também estamos estudando a possibilidade de cobrarmos taxas simbólicas para poder realizar pequenas atividades, como alimentar os peixes, para, assim, o parque conseguir se autossustentar, já que nunca foi cobrada a entrada”, destaca Bechara, acrescentando que a ideia da revitalização do local está sendo pensada a médio prazo.

‘Cercas darão mais segurança’

O Parque Estadual Sumaúma está localizada numa área considerada “vermelha”. Quem trabalha no local conta que é comum grupos jovens do entorno entrarem na área verde para consumir bebidas alcoólicas e drogas. Apesar do lugar contar com um posto do Corpo de Bombeiros Militar e um quadro com cinco estagiários, um gestor e um assessor, é difícil controlar quem entra e sai da área por outras vias.

“Precisamos aumentar a segurança do parque colocando cercas para assim atrair mais público. Faremos isso em parceria com a Secretaria de Estado de Segurança Pública”, destaca Kleber Bechara, frisando que a ideia é aumentar ainda mais a presença do Estado no local, fazendo do parque um dos lugares de despacho da Sema.

Serviço

O quê: Parque Estadual Sumaúma

Onde: Avenida Bacuri, s/n - bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus

Quando: Abre de segunda a sábado, das 8h às 17h

Valor: Entrada franca


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