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Semed afirma que escola rural sem professor pertence ao município de Rio Preto da Eva

Órgão disse que 'caso os 25 alunos queiram se matricular em uma escola municipal de Manaus mais próxima, há a Escola Municipal Luís Alberto Castelo' 28/02/2015 às 16:53
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Na zona rural já estão em construção três escolas indígenas municipais
Janaína Andrade Manaus (AM)

A Secretaria Municipal de Educação (Semed), por meio da assessoria de comunicação, afirmou  que a Comunidade Santa Luzia do Tiririca (a 70 quilômetros de Manaus via fluvial) não pertence ao Município de Manaus, e sim ao  de Rio Preto da Eva, daí a ausência de professor na escola municipal São João. 

Em nota, a Semed diz que “caso os 25 alunos queiram se matricular em uma escola municipal de Manaus mais próxima, há a Escola Municipal Luís Alberto Castelo (localizada na comunidade São Francisco do Caramuri) que tem capacidade para atender esse quantitativo de estudantes e possui transporte escolar”.

Na zona rural já estão em construção três escolas indígenas municipais. Serão construídas também 18 novas escolas na zona rural, que já estão com toda a documentação regularizada e em fase de atualização da planilha de preços, para que sejam encaminhadas para licitação. A expectativa é que as obras sejam iniciadas até o final de 2015. Dessas 18 unidades escolares, dez serão na zona rodoviária e oito na zona ribeirinha.

A Escola Municipal Luís Alberto Castelo, localizada na Comunidade São Francisco do Caramuri, é uma das 18 unidades que ganhará um novo prédio. Segundo a Semed, a informação de que a mesma estaria pronta em junho deste ano não procede. “Técnicos da secretaria estiveram na comunidade, em janeiro deste ano, e apresentaram a planta e o projeto da unidade, que contará com seis salas de aula e nova estrutura. A unidade aguarda licitação para que as obras sejam iniciadas”, disse a Semed.

Sobre a Escola Municipal Nossa Senhora do Carmo, localizada na comunidade Paraná da Eva (a 85 quilômetros de Manaus via fluvial) a Semed destaca que os alunos não ficam sem aulas nos meses de abril e maio. “Nesses dois meses, as aulas são transferidas para o Centro Comunitário do Paraná da Eva e ocorrem normalmente”. Segundo a secretaria, esta unidade passará por uma obra de ampliação de mais seis salas e a Semed estuda a viabilidade de elevar a construção da mesma, para que não seja mais atingida pela cheia do rio”.

Quanto à paralisação da obra do Telecentro da escola municipal Dorval Chagas de Oliveira, na comunidade Bom Sucesso, a Semed disse que entrará em contato com a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) para verificar o cronograma de obras na unidade. A Semed informa que os condicionadores de ar do Telecentro da escolaserão instalados assim que as obras forem concluídas.

Em relação às merendeiras da Escola Nossa Senhora das Graças, a Semed comunicou que são profissionais terceirizadas e que entrará em contato com a empresa responsável para averiguar a denúncia.

“Como era de se esperar, o prefeito de Manaus não tem nenhum compromisso com a Zona rural do município. Essas pessoas vivem numa situação de total abandono pelo Poder Público. A gente precisa sempre estar voltando nessas comunidades, para que a Prefeitura de Manaus perceba que existe fiscalização dos serviços que são ou não prestados. É preciso um compromisso com essas comunidades. Queremos até o final de março realizar duas audiências nelas”, disse o vereador Waldermir José.

"A gente tem que compreender que a rede de ensino rural da Semed tem 87 escolas, então é evidente que se você percorrer essas áreas vai encontrar aqui e ali algum defeito ou necessidade, mas que não estão fora do diagnóstico da Semed, que, sem dúvida, tem buscado dar eficiência. Por exemplo, na zona rural nós temos o 4° melhor  Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de Manaus e com vários Telecentros funcionando, então não estão desassistidas”, disse Elias Emanuel.


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