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Semed avalia recontratação de vigilantes armados para atuar em escolas públicas do AM

Diante da demanda por parte de gestores de escolas municipais, que continuam sendo alvo de bandidos mesmo com segurança eletrônica, Secretária deve recontratar vigilantes munidos de armas 16/03/2013 às 09:57
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A escola municipal Ana Mota Braga é uma das unidades da rede pública de ensino que já foi alvo de bandidos, em 2012
carolina silva ---

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) avalia a recontratação de vigilantes armados em algumas escolas municipais. De acordo com o secretário da Semed, Pauderney Avelino, a solicitação de alguns gestores das escolas pela contratação dos vigilantes para as unidades de ensino motivou a avaliação dessa necessidade. Porém, a Semed ainda não confirmou quantas e quais escolas municipais necessitam de vigilantes para a garantir a segurança.

Em 2011, o ex-prefeito Amazonino Mendes encerrou os contratos que a prefeitura tinha com empresas de vigilância e aproximadamente dois mil vigilantes foram afastados das escolas municipais e substituídos por câmeras de segurança. A Associação Profissional dos Vigilantes do Estado do Amazonas, na época, chegou a se manifestar contra a decisão do prefeito, mas a medida foi mantida.

“Ainda estamos fazendo a avaliação sobre o retorno de vigilantes em algumas escolas. Ainda não temos nada definido, pois pretendemos expandir e reforçar a vigilância eletrônica. Mas há gestores que pedem a vigilância física nas escolas. Hoje, há a presença de porteiros nas unidades”, declarou o secretário.

De acordo com a Semed, o Centro de Operações em Segurança Escolar (Cose), foi criado devido ao grande aumento de problemas relacionados à segurança nas escolas e os custos operacionais excessivos. A secretaria afirmou que a gestão de segurança eletrônica é mais econômica e eficiente.

Custos

Os custos da Prefeitura de Manaus com os vigilantes, segundo a Semed, somavam aproximadamente R$ 45 milhões por ano. Com a implantação do Cose, o município reduziu os custos com a segurança das escolas para R$ 28 milhões por ano. Por isso, a secretaria informou que também avalia o impacto que a recontratação de vigilantes para algumas escolas causará no orçamento da atual gestão municipal.

O desligamento dos vigilantes foi discutido na Câmara Municipal de Manaus (CMM), que também chegou a criticar a decisão. Alguns parlamentares se mostraram contra a troca dos vigilantes por câmeras de segurança, já que muitas escolas continuavam sendo assaltadas mesmo com a vigilância eletrônica.

Uma delas é a escola municipal Professor Rosendo Neto Lima, localizada na rua 4 do Conjunto Boas Novas, na Cidade Nova 2, Zona Norte, que, em setembro do ano passado, teve parte da merenda escolar e alguns objetos roubados, mesmo possuindo sistema de segurança interno com câmeras. Mas nada foi registrado na polícia.

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