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Seminário discute o uso de celulares e tablets dentro da salas de aula em Manaus

Projeto Samsung School foi discutido ontem por educadores e faz de tablets e smartphones aliados dos professores 18/06/2015 às 10:26
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Projeto de educação que usa tablets em salas de aula da rede pública foi desenvolvido pela multinacional coreana
luana carvalho ---

Hoje em dia é quase impossível coibir o uso de aparelhos celulares ou tablets dentro das salas de aula, mesmo que estes sejam proibidos em quase todas as instituições de ensino. Mas, aos poucos, este comportamento vem sendo modificado e educadores tentam aliar-se às novas ferramentas para reforçar as ações de aprendizagem e admitem: “a educação deve andar lado a lado com a tecnologia”.

Exemplo disso é a realização do projeto Samsung School, pioneiro no Brasil e instalado em 20 unidades de ensino de Manaus, sendo 80% em escolas públicas. “É a maior experiência que existe no País em termos educacionais de tecnologia. O projeto começou em abril do ano passado e agora estamos fazendo uma avaliação inicial da experiência, que está sendo muito bem sucedida. Os professores e alunos estão mais motivados”, destacou a diretora de relacionamento institucional, Simone Scholze.

O uso destas ferramentas tecnológicas em sala de aula foi tema de um seminário realizado ontem, na reitoria da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Além dos impactos que o sistema de educação vem sofrendo com as novas tecnologias, os benefícios também foram discutidos entre os profissionais.

O projeto utiliza tablets e telas interativas que substituem as lousas convencionais. Os professores têm a possibilidade de programar seus conteúdos no software e ensinar de forma dinâmica. De acordo com o secretário executivo adjunto da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), José Augusto Melo, além deste projeto, as escolas da rede estadual já possuíam programas paralelos para aliar o modo de ensino convencional com o tecnológico.

“Nossa intenção ao firmar esta experiência com a Samsung é ter uma evolução e um melhor acompanhamento de resultados pedagógicos. Paralelo a isto, temos outros programas de tecnologias e disposição de equipamentos, como notebooks para todos os professores e tablets para alunos do terceiro ano. É claro que existem alguns desafios a serem superados, pois isto ainda é muito novo no Brasil”.

Segundo José, os equipamentos possuem monitoramento e professores podem controlar conteúdos acessados pelos alunos. “Monitoramos até mesmo para sabermos se o aluno está desenvolvendo a atividade que foi passada em sala de aula”.

O reitor da UEA, Cleinaldo Costa, avalia como positiva a introdução de recursos tecnológicos em salas de aula, mas destacando o importante papel do professor. “O cenário que hoje se constrói, chamado tecnologias digitais no século 21, não é mais novidade. Entretanto, no nosso meio, é possível que possamos nos assenhorar desta tecnologia e começarmos a usá-las de forma regular. É preciso que formemos nossos alunos de graduação nas licenciaturas e que possamos preparar nossos professores para essa realidade. Não se trata de substituir a pedagogia convencional, mas essencialmente de oferecer novas ferramentas para o ensino e aprendizagem dos alunos”.

Blog: Cleinaldo Costa, Reitor da Universidade do Estado do amazonas (UEA)

“Nossos filhos utilizam tablets e computadores praticamente desde o nascimento, então essa inclusão já acontece. Não é possível que professores e alunos estejam distantes dessa realidade. São métodos tecnológicos que nos permitem ampliar experiência de formação. Estamos vivendo um cenário que essas aulas inteligentes compartilham conteúdos e tornam a ação do aprendizado coletiva. Existem abusos e bons resultados com essa prática, sobretudo precisamos compreender que isso não veio para substituir a pedagogia, o ato de aprender e ensinar é uma experiência única que acontece individualmente, mas sabemos que o aluno tem o papel preponderante nesse aspecto, isso pode ser potencializado pelo uso de novas ferramentas”.

Rede pública

Escolas municipais também começaram a adotar ferramentas tecnológicas no processo de ensino-aprendizagem. Além do Programa Um Computador por Aluno (ProUCA) e Telecentros, os alunos também participam de aulas com o uso de tablets. Segundo a Semed, as novas ferramentas beneficiam 200 mil estudantes.


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