Domingo, 22 de Setembro de 2019
DESAFIOS

Seminário discute problemas e desafios do saneamento básico nacional

Diretor-presidente da Águas de Manaus anunciou que Manaus conta com 20% de cobertura de esgotamento sanitário 'vai saltar para 80% até 2030, mediante investimentos da concessionária de R$ 3 bilhões'



WhatsApp_Image_2019-08-21_at_12.25.19_1FA72B3E-F9CB-48F6-8658-5C1C9E4B4C66.jpeg Foto: Euzivaldo Queiroz / Divulgação
21/08/2019 às 12:41

“Muitas cidades do País não estão fazendo o investimento que Manaus está fazendo atualmente no saneamento básico". A afirmação é do diretor-executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, um dos palestrantes do “Seminário Universalização do Saneamento – Desafios e Oportunidades”, que acontece nesta quarta-feira (21), na sede da Águas de Manaus, localizada na av. André Araújo, Aleixo, Zona Centro-Sul da capital.

O evento reuniu outros especialistas de saneamento básico do Brasil, e comemorou um ano de atividades da Águas de Manaus, além de selar a inauguração da nova sede administrativa da empresa no Aleixo.

Em 2017, um ranking divulgado pelo Painel Saneamento Brasil SNIS, que é feito pelo Trata Brasil, mostrou que naquele ano o Amazonas só tinha 9,3% de índice total de atendimento de esgoto e o atendimento de água era de 79,66%.

Seminário

Durante o seminário, o diretor-presidente da Águas de Manaus, Renato Medicis, anunciou que a cidade conta com 20% de cobertura de esgotamento sanitário “vai saltar para 80% até 2030 mediante investimentos da concessionária da ordem de R$ 3 bilhões dentro dos próximos anos para melhorar a qualidade de atendimento”.

 “Mas faltam mais investimentos por parte dos poderes e empresas e a população precisa estar mais consciente da importância do saneamento”, disse Édison Carlos, do Trata Brasil, que também falou sobre os ganhos sociais e econômicos da expansão do saneamento no Brasil.

O estudo “Benefícios Econômicos e Sociais da Expansão do Saneamento Brasileiro 2018”, realizado também pelo Instituto Trata Brasil aponta que o país ainda tem cerca de 35 milhões de brasileiros sem acesso à água e mais de 100 milhões de pessoas sem coleta dos esgotos. A média nacional de coleta e tratamento de esgoto é de 44,92%. O Brasil é o 106° país do mundo em termos de acesso ao saneamento básico.

O evento também conta com a presença do professor do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Egon Bockmann e do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto – que era esperado para palestrar às 11h30 sobre saneamento básico e que só chegou ao local do evento às 12h05, já na hora do debate entre os participantes.

Repórter de A Crítica

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