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Manaus
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Semmas afirma que vai investigar descarte de alegorias em área verde na Cidade Nova

Ontem, A CRÌTICA noticiou a denúncia de moradores no conjunto Ribeiro Júnior, Zona Norte. Secretaria diz que vai encaminhar equipes de fiscais ao local. Escola de samba poderá ser multada em caso de irregularidade 21/07/2016 às 12:21
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Comunidade denunciou descarte de restos de alegorias em área verde (Foto: Divulgação)
Kelly Melo Manaus (AM)

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) vai investigar se a escola de samba Unidos da Cidade Nova está cometendo crime ambiental ao descartar restos de módulos alegóricos em uma área verde, no conjunto Ribeiro Júnior, no bairro Cidade Nova, na Zona Norte.

Ontem, A CRÍTICA noticiou a denúncia de moradores do local que estão preocupados com a ocupação do terreno que eles dizem se tratar de uma área de preservação. Além do descarte de objetos como ferros e isopor, os moradores também reclamaram do desmatamento.

Em nota, a Semmas disse vai encaminhar uma equipe de fiscais ao local para verificar a situação. Eles também irão identificar se o terreno se trata de uma área de preservação e tomar as providências quanto a descarte do lixo realizado no local. Caso sejam encontradas irregularidades, a escola de samba pode ser multada.

Sem acordo

De acordo com os moradores, a preocupação de quem mora no local começou no início do ano, quando a área passou a ser desmatada para dar lugar a uma futura ocupação. Desde então, os restos de ferros, tecidos e até isopor começaram a ser deixados no local, mas, embora o terreno esteja cercado por arames farpados, não há nenhuma indicação de licenciamento de obra.

“Isso não pode acontecer assim. Esse espaço é uma área de preservação e há alguns anos seria cedido para a construção de uma creche, mas não foi para a frente”, disse o mecânico Áquila Torres, 29.

Segundo ele, nenhum dos moradores concorda com ocupação do terreno. “Uma creche ia ser construída nesse terreno, mas por ser área de preservação, desistiram da proposta”, lamentou o morador.

Invasão da área

A área que, segundo os moradores está sendo invadida, está toda cercada com arames farpados. Apesar disso, a reportagem não encontrou nenhuma identificação do proprietário ou mesmo placas de licenciamento de obras. Na parte da frente do terreno, a vegetação foi suprimida, mas na parte de trás ela está preservada.

Os moradores disseram ainda que o terreno pertenceu a uma igreja católica que fica ao lado, no entanto, a Arquidiocese de Manaus preferiu “abrir mão” de parte da propriedade.

A gerente de oficina mecânica Magali da Silva, 52, disse que o local começou a ser invadido no início do ano. Mas há dois meses, parte do terreno foi desmatado e algumas peças de ferro, isopor, e restos de uma alegoria foram deixados no local, sem qualquer proteção ou cobertura.

Denúncias

Para realizar denúncias de crimes ambientais à Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas), a pessoa pode entrar em contato com a pasta pelo telefone 0800 092 2000 ou pelo canal de denúncia no próprio site da instituição (http://semmas.manaus.am.gov.br/denuncia/). É importante preencher todos os requisitos solicitados.

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