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Manaus
INFORME

Balanço da Semsa confirma 2.424 casos de Zika vírus na capital em 2016

Segundo a secretaria, outros 313 estão em processo de análise. Em mulheres grávidas, dos 1.066 casos notificados, 382 foram confirmados. Dos casos de microcefalia, nove permanecem em investigação 22/07/2016 às 16:18 - Atualizado em 22/07/2016 às 16:26
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Manaus permanece em situação de emergência pela alta incidência de casos em território nacional (Foto: AFP)
acrítica.com Manaus (AM)

O mais recente Informe Epidemiológico sobre zika vírus, divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) na quinta-feira (21) mostra que Manaus tem, até o momento, 2.424 casos confirmados de infecção pelo vírus. Outros 313 estão em processo de investigação. Desde a identificação do zika na capital, em 2015, foram notificados 5.305 casos suspeitos, dos quais 2.568 já descartados.

Em mulheres grávidas, dos 1.066 casos notificados como suspeitos 382 foram confirmados e 97 estão sendo investigados. Este é o grupo populacional que mais preocupa as autoridades de saúde pelo risco de microcefalia em bebês durante a gestação, embora Manaus tenha até o momento um único caso confirmado de microcefalia associada ao zika vírus.

De acordo com o novo Informe, 19 casos suspeitos de microcefalia foram registrados em Manaus até agora. Destes, cinco foram descartados (não se tratava de microcefalia), quatro não relação com o vírus, e nove permanecem em investigação.

O secretário municipal de saúde, Homero de Miranda Leão Neto, disse que as notificações de zika na capital continuam a ocorrer, mas com menor número de casos a cada semana. “Isso se deve às ações permanentes de vigilância e, em grande parte, à colaboração da população nas estratégias de combate ao Aedes aegypti, transmissor também dos vírus da dengue e chikungunya”, observou.

Ainda assim, Manaus permanece em situação de emergência por conta da alta incidência de zika vírus em território nacional e em países vizinhos, o que potencializa os riscos de epidemia. A situação de emergência foi decretada pela Prefeitura Municipal em dezembro do ano passado e renovada no último dia 1º de junho, por meio do decreto nº 3.331, com vigência de 180 dias.

Na prática, de acordo com Homero, a situação de emergência se traduz na intensificação dos trabalhos de controle da transmissão viral. “Nossos agentes estão atuando nos bairros da capital, sensibilizando, promovendo atividades educativas, identificação e eliminação de criadouros do vetor em residências, órgãos públicos e no comércio e, além disso, são realizadas ações de bloqueio nos locais de casos confirmados de zika”, disse o secretário.

Até o momento foram feitas pelo Disque Saúde (0800 280 8 280), 5,1 mil registros, incluindo denúncias sobre locais com possíveis criadouros. Além disso, mais de 8,9 mil pessoas já foram capacitadas para fazer o combate ao mosquito transmissor, permitindo a implantação de mais de 2 mil brigadas de combate ao Aedes.

*Com informações da assessoria de imprensa

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