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Semsa desmente boato e alerta: barrar agentes pode multiplicar focos do mosquito da dengue

Os boatos de que os uniformes dos agentes de endemia de Manaus haviam sido roubados tomaram conta das redes sociais  17/09/2015 às 09:25
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De acordo com a Semsa, além da identificação por farda e crachá, os agentes normalmente fazem as abordagens em duplas
luana carvalho ---

Após boatos de que os uniformes dos agentes de endemia de Manaus haviam sido roubados, desmentido no mesmo dia pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), a diretora do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica, Angélica Tavares, alerta para o risco de não receber os agentes em casa. “Não deixá-los entrar pode ser muito grave. No caso das endemias, a gente pode passar a ter uma multiplicação de criadores despercebidos dentro dos quintais”.

O boato, que se espalhou nas redes sociais, é falso, conforme esclareceu a Semsa. Mas, mesmo após a secretaria divulgar nota desmentindo a informação, as notícias falsas voltaram a circular nas redes sociais esta semana.

As atividades de visita “casa a casa”, realizadas pelos agentes de endemias ou vacinadores da campanha antirábica, - que começou na última segunda-feira - geralmente acontece em grupo, em uma mesma rua. “Às vezes vão três ou quatro agentes na mesma rua. As casas dos moradores são abordadas em dupla. Os funcionários apresentam-se devidamente fardados e identificados”, informa.

Nos casos de agentes de endemias, eles apresentam uma farda completa, com camiseta, casaco de manga longa, calça e crachá. Os vacinadores, em geral, também se apresentam em dupla e usam apenas uma blusa da campanha. “À medida que uma dupla está em uma residência, a outra dupla está na casa do vizinho”.

Para Angélica, a importância dos moradores permitirem o acesso desses profissionais de saúde devidamente identificados é pra que eles possam realizar a visita em torno de todo o imóvel. “Para que eles verifiquem prováveis criadores ou acumulo de água da chuva”, completa. Ainda segundo ela, todos os moradores são orientados no início e no fim da visita.

Sem impactos

Os boatos não tiveram impactos negativos na campanha, segundo a diretora. Para ela, o único impacto foi o receio que causou em algumas pessoas. Mas nenhum caso de visita rejeitada por conta do boato foi registrado.

“Temos agentes de endemias cobrindo boa parte da cidade. Somos divididos em cinco distritos, cerca de 700 agentes de endemias que realizam diversas atividades de combate a malária, dengue, leishmaniose”.

Trabalho concentrado na Zona Leste

A Semsa está com um trabalho concentrado no “corredor vermelho” da Zona Leste, área de alta infestação de mosquitos que se concentra desde o bairro Jorge Teixeira até o Coroado. “Este é um trabalho que deve durar em torno de 90 dias”.

Segundo Angélica, a área sofre com muitos depósitos que acumulam água. “Essas residências apresentam um número elevado de criadores de mosquitos da dengue. São depósitos que ficam no chão, ou caixas d’água, baldes, bacias, vasos de plantas, pneus, recipientes descartáveis”.

Com a seca, a conscientização deve ser maior. “Uma vez que a larva é depositada, ela sobrevive até 365 dias sem água, no momento em que entramos no período chuvoso novamente, o criadouro recebe água e o mosquito pode se proliferar”. 

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