Sábado, 24 de Agosto de 2019
Manaus

Semulsp recolhe 73,5 toneladas de lixo eleitoral com limpeza em Manaus

Ao todo, 73,5 toneladas de lixo despejado por candidatos foram removidas das ruas de Manaus; secretaria estuda repassar custo pela limpeza aos partidos



1.jpg Mutirão para limpar a cidade custou mais de R$ 207 milhões aos cofres públicos
10/10/2014 às 02:03

Ao final do primeiro turno das eleições em Manaus, com candidatos eleitos e outros retornando às bases, a disputa ruma para sua fase final, com a eleição para governador e presidente. Seria ótimo se pudéssemos resumir assim. Na realidade, porém, a campanha deste ano foi marcada por exemplos de incivilidade e falta de espírito público, com candidatos dos mais variados matizes enchendo as ruas da cidade com folhetos de propaganda, os populares “santinhos”.

Especialmente ao longo da última semana de campanha – quando motos com os compartimentos espalhando santinhos pelas ruas foram flagrantes comuns –, a quantidade de sujeira em Manaus superou a da última eleição, uma marca nada republicana a se atingir. Por causa disso, a Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públicos (Semulsp), organizou um mutirão no último domingo (5) para tirar a sujeira das ruas. Só nesta quinta-feira (9), o trabalho foi concluído.

Segundo dados da secretaria, cerca de 73,5 toneladas de santinhos foram recolhidas das vias da cidade. A equipe de garis percorreu os 408 locais de votação na cidade nos últimos quatro dias. O esforço extra de mobilização, com cerca de 300 garis pelo período da manhã, e outros 40 à noite, custou mais de R$ 207 milhões aos cofres públicos, por pura irresponsabilidade dos políticos.

“A gente espera que esse episódio não seja mais necessário”, afirmou o titular da Semulsp, Paulo Farias. “Há outros meios de informar os eleitores, o rádio, a TV, a internet. Mesmo com a limpeza concluída, muita coisa voou, foi parar em áreas de mata, igarapés. Durante anos vamos ter santinhos dessa eleição aparecendo. É preciso haver campanhas mais limpas", pede.

Ainda de acordo com o secretário, a população colaborou na limpeza. “Mas a quantidade foi tão grande que, mesmo com o esforço das pessoas em limpar as calçadas, as ruas das casas, não foi possível recolher tudo”, lamenta Paulo.

Um levantamento da Câmara dos Deputados mostrou que a tendência não é exclusividade da capital amazonense. Segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (DF), às vésperas do pleito, quase 300 toneladas de material de campanha já tinham sido recolhidas por poluir as vias públicas, um recorde comparado às eleições de 2010, quando o lixo eleitoral atingiu 120 toneladas. Medidas para restringir a distribuição de santinhos, que já tiveram sua circulação reduzida nas últimas eleições, estão sendo avaliadas pela Casa.

Na semana passada, reportagem do jornal A CRÍTICA mostrou que a Semulsp estuda repassar os custos da limpeza na cidade aos partidos políticos.

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