Sábado, 20 de Abril de 2019
publicidade
1.jpg
publicidade
publicidade

Manaus

Série de reportagem relata a vida de profissionais do sexo

No Dia Internacional da Prostituta, sábado, A Crítica abre série de reportagens que mostra diferentes aspectos dessa atividade


02/06/2012 às 10:26

Quem tem mais de 50 anos e um pouco de curiosidade por história já ouviu falar de cabarés famosos de Manaus que foram pontos de prostituição, mas hoje têm outra utilização e não guardam qualquer vestígio do passado boêmio. Neste sábado (2),em comemoração ao Dia Internacional das Prostitutas, A CRÍTICA faz um passeio por estes lugares e mostra que destino tomou cada um.

Entre os mais famosos, tem-se  o “La Hoje”, que funcionava onde está a Estação Rodoviária de Manaus, na avenida Mário Ypiranda Monteiro, antiga rua Recife. O “Verônica” deu lugar ao Millenium Shopping, na Constantino Nery; o Acapulco Clube funcionou próximo ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e o Shangrilá, outro prostíbulo famoso, estava situado nas imediações do Clube Sírio Libanes, na Constantino Nery. Já o Saramandaia, famoso nos anos 80, foi demolido e o terreno abriga uma instituição educacional.

Até os anos 60 do século passado, a zona urbana  de Manaus ia até à antiga Bola da João Coelho, hoje Constantino Nery, com o Boulevard, conta o motorista de táxi Naldir Cavalcante, 67, na época chamado “chofer de praça”. O motorista levava clientes ao Ângelus, prostíbulo situado nas proximidades de onde está hoje o Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro. Outro destino era o Piscina Clube, também muito frequentado. Hoje o terreno do clube abriga o  Posto 5, na Torquato Tapajós.

Novela Inspiradora

Nas proximidades do Clube Municipal estava o “Bom Futuro”, conta o motorista Naldir, citando ainda o “Saramandaia”, cujo nome foi inspirado numa novela global. O Saramandaia ficava na Torquato Tapajós, nas imediações do bairro da Redenção. Outros cabarés famosos foram o “Rosa de Maio”, mais adiante da estrada da Cidade Nova; o “Forquilha”,  na estrada do Aeroporto. Na Ponta Negra, em plena área nobre da cidade,  existia o “Mansão das Blumas”, em frente ao bairro de Santo Agostinho. Outra casa famosa era o Maria das Patas, no bairro de Petrópolis, próximo ao 3º Distrito Policial (3º DIP). Hoje, no terreno, funciona  uma unidade educional da Prefeitura de Manaus.

Naldir conta que, na época, essas casas eram chamadas de “puteiros” e foram entrando na cidade porque não havia danceterias e esses locais eram usados também pelos que gostavam de dançar e não necessariamente contratavam um “programa” com as prostitutas.

publicidade
publicidade
Curiosidade: nos primeiros anos, jornal A Crítica foi ‘onzeorino’
A Crítica 70 anos: leitores falam da importância do jornal em suas vidas
publicidade
publicidade
publicidade
publicidade

publicidade
publicidade

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.