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Serviços de radioterapia são ampliados em hospital de Manaus

Com mais profissionais contratados, fundação cria o terceiro turno e passa a atender pacientes de 6h até a meia-noite 25/07/2013 às 09:28
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Equipamento de radioterapia usa bomba de cobalto para irradiar a cura
jornal a crítica Manaus

A Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) aumentou em 67,5% o número de sessões de radioterapia ao dia na última semana com o início do terceiro turno no setor, um dos mais importantes na unidade hospitalar.

A chegada de oito novos técnicos de radioterapia para reforçar a equipe possibilitou a ampliação do horário de atendimento e abertura do novo turno. O serviço, que funcionava de 7h às 22h, agora vai de 6h à meia-noite e, com isso, garantiu a ampliação do atendimento dos pacientes com câncer do Amazonas.

Tratamento
Com a ampliação do horário, o número de pacientes que passavam por este tipo de tratamento diariamente pulou de 80 para 134, conforme dados relativos à última semana. Com a chegada de um novo médico radioterapeuta, o que deve ocorrer nos próximos dias, o número de pacientes planejados ao dia também deve subir dos atuais seis para dez e o de sessões de braquiterapia (radioterapia interna), de quatro para seis diárias. A informação foi passada pelo radioterapeuta da FCecon, Leandro Baldino.

O planejamento é um pré-requisito para o início do tratamento radioterápico, fase em que o paciente com indicação para o mesmo é avaliado pelo médico especialista. Na ocasião, é definida a dosagem e o local que receberá a radiação. O tratamento realizado a partir das bombas de Cobalto (cobaltorerapia) implica em um número de sessões que vai de 20 a 34, por paciente, com duração de dez a 15 minutos cada.

Ampliação dos serviços
Os oito técnicos e o radioterapeuta que iniciaram a atuação no setor estão inseridos no grupo de 64 profissionais, cujas contratações foram autorizadas pelo governador Omar Aziz, para promover a ampliação dos serviços no hospital, considerado referência no tratamento do câncer na Amazônia Ocidental. A FCecon já havia contratado 53 profissionais da área de enfermagem, que também começaram a trabalhar na última semana. De acordo com o secretário estadual de Saúde, Wilson Alecrim, essas medidas fazem parte do plano de expansão da rede estadual de saúde, que inclui reformas, ampliação e construção de hospitais na capital e no interior.

Como parte da programação de expansão, o diretor-presidente da FCecon, Edson de Oliveira Andrade, informa que serão ampliadas as salas do Centro Cirúrgico da instituição, nos próximos meses. O setor passará das atuais cinco salas em funcionamento, para nove, o que resultará, segundo previsão inicial, em um aumento de 40% no número de cirurgias. “Hoje, são realizadas, diariamente, até 20 cirurgias aqui na Fundação Cecon”, acrescenta Andrade.

Alteração reduz espera e ansiedade
A pedagoga Maria Ruth Pereira Sales Batalha, 46, explicou que a ampliação do horário no setor reduzirá não só a espera, mas também a ansiedade dos pacientes que passam pelo tratamento. “Aqui no Cecon fiz quimioterapia, fisioterapia e ontem (22/07), fiz o planejamento para a primeira sessão de radioterapia, que deve fazer já na próxima semana. Vou optar pelo horário da noite, que é mais tranqüilo, já que durante o dia desenvolvo outras atividades junto a um grupo de apoio”, disse.

Segundo o diretor-presidente da FCecon, Edson de Oliveira Andrade, com a ampliação do horário de funcionamento, a expectativa é que o tempo de espera para o início do tratamento seja reduzido dos atuais 45 dias, em média, para 25.

Pacientes relatam a luta pela vida
Há 13 anos a aposentada Maria das Graças Ferreira, 60, descobriu que tinha um câncer, na cúpula vaginal. Ela explica que, à época, o tratamento indicado foi radioterápico e, por conta dele, superou o primeiro estágio da doença. Ela reconhece a importância de um dos três principais tratamentos oferecidos na instituição – os outros dois mais utilizados são o quimioterápico e o cirúrgico. Hoje, ela está em tratamento para um câncer secundário no endométrio, e já passou por 20 sessões de radioterapia que, associadas à quimioterapia, fizeram com que o tumor desaparecesse. “O tumor não aparece mais nos exames, mas ainda continuo fazendo tratamento. Acho que a abertura do terceiro turno veio a acrescentar, pois é a garantia de um tratamento mais rápido”, opinou.

Em tratamento desde março, a vendedora Nelma Ruth Carneiro, 46, disse que fez a primeira sessão de rádio no último dia 22. Natural de Parintins, ela descobriu o câncer de útero e foi encaminhada para Manaus. “Aqui, dei graças a Deus por termos um hospital de referência. Agora, com a radioterapia funcionando até mais tarde, não demorei nem dez minutos para receber atendimento”, comentou.

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