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Manaus
ACUSADO

Servidor de escola municipal suspeito de estuprar oito alunas é afastado

O funcionário está sendo investigado pela Polícia Civil como suspeito do crime de estupro de vulnerável presumido praticado contra que oito meninas com idade entre 8 e 9 anos de idade, alunas da escola onde ele trabalhava 03/10/2017 às 16:08 - Atualizado em 03/10/2017 às 17:40
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Em nota, a Semed informou que, assim que soube da situação, tomou as medidas que eram necessárias naquele momento. Foto: Arquivo AC
Joana Queiroz Manaus (AM)

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou, ontem, que o funcionário terceirizado de uma escola municipal do bairro da Glória, Zona Oeste, suspeito de estuprar oito alunas foi afastado das atividades na unidade de ensino no mesmo dia em que a denúncia foi feita à pedagoga da instituição. O afastamento foi para evitar interferências nas investigações.

O funcionário está sendo investigado pela Polícia Civil como suspeito do crime de estupro de vulnerável presumido praticado contra que oito meninas com idade entre 8 e 9 anos de idade, alunas da escola onde ele trabalhava. Na última quinta-feira, a delegada da Delegacia Especializa em proteção a Criança e Adolescente (Depca), Juliana Tuma, instaurou inquérito policial para apurar o caso.

De acordo com a denúncia levada à polícia, o rapaz era contratado como serviços gerais e auxiliava em algumas atividades da escola. Ele acompanhava as crianças na saída da sala de aula até a quadra de esporte.

Conforme a denúncia, o homem separava as meninas dos meninos e, no momento que as conduzia, aproveitava para passar a mão nas partes íntimas das garotas. Para garantir que elas não o denunciariam, ele ameaçava maltratá-las e castigá-las. Algumas meninas chegaram a apresentar problemas, como ter dificuldades para dormir.

Na sexta-feira, a delegada disse que ainda não era possível dar mais informações sobre o caso devido às investigações estarem começando. A primeira medida tomada por ela foi encaminhar as meninas ao Instituto Médico Legal (IML), onde elas passaram por exames de corpo de delito e de conjunção carnal ainda na sexta-feira.

Por volta de 11h, as meninas chegaram ao instituto acompanhadas por mães, avós, tias e a diretora da escola, que não quis falar sobre o caso e ainda orientou as familiares a ficarem caladas. Elas não escondiam a revolta e pediam pela prisão do suspeito.

Resultado em 30 dias

Ontem, servidores da delegacia informaram que a delegada Juliana Tuma entrou de férias e que ainda não havia outra delegada para substituí-la. A informação dos servidores é que as crianças estão aguardando para serem ouvidas e que o resultado do exame de conjunção carnal feito no IML deverá sair dentro de 30 dias.

Medidas e assistência

Em nota, a Semed informou que, assim que soube da situação, tomou as medidas que eram necessárias naquele momento. A direção da escola, com auxílio do Conselho Tutelar e da Divisão Distrital Zonal (DDZ) responsável pelas escolas da área, convocou uma reunião com os pais e responsáveis das alunas envolvidas e os orientou sobre as medidas a serem tomadas, os acompanhando, inclusive à Depca e ao IML.

A Semed afirmou ainda que está prestando toda a assistência às crianças e familiares, inclusive oferecendo acompanhamento psicológico. A secretaria ressaltou que está colaborando com o trabalho da polícia, oferecendo todas as informações necessárias para o esclarecimento do caso.

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