Quarta-feira, 08 de Julho de 2020
NEGOCIAÇÕES

Servidores do Samu reivindicam adicional de insalubridade e ameaçam paralisar atendimentos

Segundo representante da categoria, há defasagem no benefício pago pela Prefeitura de Manaus e pandemia agrava más condições de trabalho



show_samu-emerg_ncia_76982698-9E15-4A35-BE21-3F9D319E917B.jpg Foto: Arquivo/A Crítica
29/04/2020 às 22:10

Servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) vão se reunir com o prefeito de Manaus, Arthur Neto, para pedir aumento no percentual de insalubridade pago pela Prefeitura de Manaus. Caso não cheguem a um consenso durante a reunião, os servidores pretendem paralisar os serviços por 24 horas a partir das 12h da sexta-feira (1º).

Segundo o representante da Comissão de Trabalhadores do Samu Manaus, Denison Vilar, a pandemia do novo coronavírus agravou o ambiente precário de trabalho. “É insustentável em meio a uma situação tão estressante como essa [da Covid-19], a gente vê profissionais tão essenciais e tão desgastados”, lamentou.



A reivindicação já é antiga. Há um ano, A Crítica publicou denúncias de socorristas que alegam condições inapropriadas de trabalho. Para Vilar, isso evidencia o descaso da gestão municipal com o Samu.

“Nós não estamos pedindo muito, apenas o nosso direito. Quem é contra o pagamento de insalubridade diante dos riscos que enfrentamos? Nós precisamos de uma situação confortável para que isso não pese sobre os nossos atendimentos”, comenta.

O socorrista alega que a categoria recebe apenas 7% de adicional de insalubridade, enquanto funcionários da empresa terceirizada que abastece as ambulâncias  recebem 30%. Ele vê uma defasagem nos números.

“A legislação nacional estabelece que esse adicional deveria ser de 40%. O nosso valor é muito inferior. Essa é uma reivindicação nossa, de mais de cinco anos, que até hoje não foi atendida. Não falta dinheiro, falta boa vontade”, enfatiza.

A categoria também denuncia falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), além de má qualidade na alimentação fornecida pela Prefeitura.

“É muito difícil você chegar na base, depois de 12 horas de plantão, e ver que a alimentação que tem está estragada, tem larvas ou até cacos de vidro. É uma situação desgastante”, protestou.

“A gente espera que o prefeito Arthur tenha bom senso e nos atenda. Ninguém quer chegar ao ponto de paralisar atividades, mas nós também não podemos admitir que essa situação continue”, ressalta.

Caso a categoria paralise as atividades na sexta-feira (1º), uma assembleia deve ser realizada para que os profissionais deliberem sobre um indicativo de greve.


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